Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 9 – Nieuport 21E-1 (15 metros)

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 9 –

Nieuport 21E1

O Nieuport 21 foi um dos muitos representantes da família Nie 17/27, esta subvariante foi desenhada por Gustave Delage em 1916, tinha basicamente a mesma estrutura do Nieuport 17, porém era equipado com um motor Clerget 9C menos potente e um cownling semi aberto semelhante ao do Nieuport 11/16. O Nie 21 foi desenhado basicamente como uma variante de treinamento avançado de caça, porém a premência por caças durante o ano de 1917 acabou por colocar essa subvariante na linha de frente. A Russia Imperial produziu esse modelo sob licença (porém com um motor Le Rohne de 110hp) bem mais potente através da fabrica DUX e usou até o fim do Czarismo, alguns exemplares foram usados depois na guerra civil russa e na guerra Soviético-Polonesa de 1920, os Americanos também compraram grandes quantidades do modelo que usaram na França para treinar os seus pilotos. Após a guerra foi uma aeronave muito utilizada para treinamento avançado e como aeronave civil privada. Uma das primeiras coisas que a Missão Militar Francesa apontou no seu relatório premilinar ao Ministério da Guerra em 1919 quando se instalou era a necessidade de organizar-se o poderio militar do exército, a marinha já tinha começado a se equipar com aeronaves desde 1916 e o exécito após os malogros com o uso do avião para fins militares na campanha do Contestado em 1913, não quisera saber muito dessa nova arma de guerra, até que a maré da I Guerra tornou claro que o avião era uma das armas do futuro invariavelmente. Os franceses, trouxeram entre diversos equipamentos, um lote de 20 aeronaves Nie21E1 para instrução, pois os tipos iniciais de combate da Av Militar eram o SPAD 7 e os Breguet XIV. Todas ficaram baseadas no Campo dos Afonsos na Escola de Aviação Militar. Por ocasião da eclosão da revolução de 1924 em São Paulo, todos os aparelhos foram deslocados para Mogi das Cruzes para combater os revoltosos. Lá foram adicionadas metralhadoras Vickers e um rudimentar porta bombas. Participaram os seguintes pilotos: Capitão Alzir Mendes Rodrigues Lima, 1º Tenentes Bento Ribeiro Carneiro Monteiro, Cícero Odilon Mafra Magalhães e Abelardo Servílio de Mesquita, 2º Tenentes Sylvio Canizares da Veiga, 1º Sargentos Luiz Aurélio de Godoy e Vasconcellos, Thomaz Menna Barreto Monclaro e Adalberto Coelho da Silva, 2º Sargento Manoel Antonio Machado, 3º Sargento Synval de Castro e Silva Filho; entre os observadores estavam o Capitão Amílcar Sérgio Velloso Pederneiras, 1º Tenente Vasco Alves Secco e 2º Tenente Aluno Altivo dos Santos Halfeld. Foram cumpridas 21 missões de observação, bombardeio e de ligação no período de 19 a 28 de julho. Sendo realizadas durante esse conflito 21 sortidas de ataque, reconhecimento, ligação e bombardeiro. Conhecido na Av. Militar como “Nieuport 15 Metros” por causa da área alar, após a revolução os Nie 21 ficaram em serviço até 1930. Uma réplica desse avião com componentes originais compõem o acervo do Museu Aeroespacial(MUSAL).

Douglas TBD-1 Devastator – Fiddlers Green

Bem amigos!

Novamente um teste para o amigo Aaron Murphy, desta vez é o famoso e clássico torpedeiro da marinha americana o Douglas TBD-1 Devastator. Para variar zombetando com o non-sense modelistico, escolhi para montar a versão do pré guerra das mais coloridas. do esquadrão VT-2 em 1939.

O TBD-1 ao tempo da sua introdução foi um dos mais modernos bombardeiros  navais do mundo. Podia ser usado como torpedeiro, ou bombardeiro de nível. O tubo no cockpit, é o diretor de torpedos / mira telescópica para metralhadora. No TBD a liberação do torpedo ficava por conta do piloto, no segundo posto atrás ficava o bombardeador, quando o Devastator era configurado para jogar bombas o segundo posto tinha uma mira Nordem embutida num alcapão que era aberto bem no meio da fuselagem na parte de baixo para a liberação. Na Batalha de Midway o TBD só foi usado como Torpedeiro então nesse caso a tripulação era apenas piloto / artilheiro…

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Esse modelo em breve deve estar disponível para aquisição na Fiddlers Green, se  o amigo ou amiga que lêem isso tem uma assinatura (magic key) fique antenado.

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 8 – Caproni Ca 3

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 8 –

Caproni Ca 3

Esse bombardeiro estratégico, desenvolvido em sucessivas séries pelos italianos, é considerado um dos mais exitosos bombardeiros aliados. A força aérea italiana os usou no teatro de operações dos Alpes contra objetivos do Império Austro-Húngaro, em missões extremamente difíceis, num teatro de operações perigosamente inóspito no que tange ao clima, considerando a fragilidade desses aparelhos. A Itália os usou também no pós guerra, nas suas primeiras incursões contra a África na década de 1920. Alguns modelos aperfeiçoados como o Ca 4 e 5 foram exportados para os EUA e para a França…

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 7- Dornier Do-18D1

Os Modelos da Mnha Coleção – Dia 7 –

Dornier Do-18D1

O Do-18 foi um desenvolvimento do famoso Dornier WAL, usando as mesmas configurações do seu antecessor, com dois motores nacelados na configuração (empurra/puxa), porém com uma fuselagem e casco mais aerodinamico, cockpit fechado e maior desempenho, graças aos motores Junkers Jumo 215D. Inicialmente o primeiro operador do Do-18 foi a Deustch Lufthansa que o utilizou como avião postal transatlâtico, com o rápido rearmamento da Alemanha no final dos anos 30, surgiram versões militares para Patrulha Marítima, sendo que o Do-18 foi o primeiro avião alemão abatido na II Guerra Mundial, (foi atacado e derrubado por um Blackburn Skua da FAA no Atlântico Norte).

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 6 – (Atrasado 1 dia) Boeing F3B-1

Desculpem amigos, esse deveria ser o modelo postado no domingo, mas como foi um ótimo fim de semana de sol, acabei ficando longe do PC então hoje vamos ter postagem acavaladas.

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 6-

Boeing F3B-1

O Boeing F3B e um caça embarcado dos anos 20. É o antecessor na Marinha Americana do famoso F4B/P-12, foi o primeiro caça norte americano de produção com estrutura inteiramente em alumínio, foi usado por pouco tempo na função de caça, sendo utilizado a partir de 1932 na função de bombardeiro de mergulho e posteriormente treinamento avançado. Os ultimos foram retirados do serviço ativo da Marinha Americana em 1937.

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 5 – Nieuport 24

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 5-

Nieuport 24

A série 24/27 foi um desenvolvimento final da clássica série Nieuport 17, o seu genial projetista Gustave Delage, procurou tornar o desenho básico do Nie 17 mais competitivo, assim foi desenvolvida uma nova fuselagem e uma nova cauda para poder acomodar um motor Lê Rhone mais potente. O armamento foi revisado para uma ou duas metralhadoras Vickers, ou uma combinação de uma metralhadora Vickers no nariz e um Lewis em um reparo Foster em cima da asa superior.
Apesar de ser amplamente empregado pelos Franceses, pelo RFC pela Itália e pela URSS, o Nie 24 nunca foi um sucesso como outros caças aliados como o Camel, SPAD e o Se5a, porém a sua ampla produção fez com que ele se tornasse um dos principais caças do período de 1917-1918 sendo amplamente empregado aṕos o conflito por diversos países na década de 1920. A decoração do meu modelo, representa o avião da Esquadrille 75S pilotado pelo ás francês William Herrison, que terminou a guerra com 11 vitórias confirmadas.

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 4 – Caproni Ca-111bis

Os Modelos da Minha Coleção -Dia 4 –

Caproni CA-111bis

Este é um avião interessante, pois foi um tipo desenhado para operar como avião de emprego geral nas colonias italianas. Especialmente na África e no Oriente Médio, muito superior a tipos inglêses como os Westland Vicent e Wapiti, este avião podia ser empregado como transporte, bombardeiro, reconhecedor, ambulância aérea e avião de patrulha marítima.
Os italianos produziram algumas centenas que foram também utilizados na II guerra mundial, junto com seu “parente” mais potente o Ca-133, de layout trimotor.

 

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 3 – North American AJ-1 Savage

Os modelos da Minha Coleção – Dia 3 –

North American AJ-1 Savage

O Savage, foi a primeira aeronave embarcada da marinha americana dedicada ao perfil de ataque nuclear. Desenhado em 1948, ele deveria cobrir uma falha do P2V Neptune (contemporâneo), que era ter a capacidade de decolar e pousar em um porta-aviões, pois o P2V decolava com assistência RATO (Rocket Assistence Take Off) mas ficava impossibilitado pelo seu tamanho de pousar nos porta-aviões, tendo que amerrisar na água próximo a frota ou pousar em bases amigas. O Savage buscava exatamente cobrir essas lacunas, com o surgimento dos primeiros super-porta-aviões o Savage foi peça fundamental do poderio tático aéreo da Marinha até 1955, quando outras aeronaves surgiram o substituindo (Douglas A3 e Rockwell A-5). O seu grande e corpulento design bimotor, justificava-se por que ao tempo de seu projeto, os dispositivos nucleares eram grandes e pesados demais para serem transportados por um caça. Porém para fazer um avião volumoso como esse a N.A. optou pelo desing de propulsão hibrida utilizando motores a pistão P&W R2800 e na parte de trás da fuselagem um turbojato J-33 (o mesmo motor do P-80/T-33). Com o rápido desenvolvimento de outras aeronaves de ataque para a U.S. Navy, e a redução das armas nucleares, o Savage foi utilizado como aeronave de reconhecimento dedicado (AJ-2P) e aeronave tanque (com sistema de reabastecimento britânico de mangueira e funil). Os Savage ficaram em serviço de 1949 até 1962, sendo alguns repassados para o mercado civil norte-americano, onde foram usados como aviões bombeiros…

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 2 – Yakovlev Yak-25

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 2 –

Yakovlev Yak-25

Os modelos da minha coleção -Dia 2- Yakovlev Yak-25 “Flashlight” – O OKB Yakovlev acumulou fama e prestígio na União Soviética graças aos seus famosos caças à pistão, todos utizando plantas motrizes derivadas do famoso motor Hispano-Suiza 12Y. Durante a II Guerra Mundial, a família Yak-1 / 9 foi uma das responsáveis por liquidar com a supremacia da Luftwaffe alemã no fronte oriental.
Porém depois da guerra o OKB não consegiu colocar caças de grande desempenho em operação na URSS, os modelos da familia Yak-15/17 eram máquinas de primeira geração e o Yak-23 quando entrou em produção já estava obsoleto, com o advento dos caças militares com asas enflechadas, notadamente a família MiG-15/17 e a sua contra-parte norte americana: o N.A. F-86 Sabre
No entanto, um modelo Yakovlev desta época, que passa desapercebido da maioria dos entusiastas pela história da aviação militar e dos modelistas, é um dos mais incríveis aviões produzidos na URSS no início dos anos 50: falo da família de caças pesados, reconhecedores e plataformas EW Yakovlev Yak-25/27 (“Flaslight” / “Mandrake” na codificação da OTAN).
A história do “Flashlight” começa no final dos anos 40, a crise da Ponte Aérea de Berlim em 1948, a criação da OTAN e a perspectiva de uma nova guerra de proporções globais através de dois blocos mundiais polarizados, forçaram os estrategistas da URSS a buscarem soluções para proteger o seu vasto território ocidental e sul que atritava diretamente com o ocidente.
Misseis cruise e balísticos armados com ogivas termo-nucleares, ainda eram sonhos, a maior ameaça, ainda vinha da guerra aérea convencional, através dos bombardeiros estratégicos dos EUA e seus aliados, com a possibilidade de bombardeiro de queda-livre convencional ou termo-nuclear (como havia sido feito em Hiroshima e Nagazaki ao final da II Guerra Mundial).
O Yak-25 foi concebido inicialmente para fazer frente a esse tipo de ameaça, equipado com um par de dois poderosos canhões NL-37 de 37 mm e posteriormente com mísseis ar-ar AA-1 (codinominados pela OTAN de “Alkali”), complementando esse armamento o Yak-25 era equipado com um grande radar de varredura de segunda geração RP-6 “Sokol” (codinominado pela OTAN como “High Fix”).
Com esse arranjo o Yak-25 foi projetado como um interceptador biplace (piloto e operador de radar), o objetivo era conseguir uma aeronave que fosse rápida, operasse em grandes altitudes com extensa autonomia. Suas asas tinham um enflechamento agudo, e eram finas. O trem de pouso era localizado na fuselagem em um arranjo “bicycle” como no N.A. B-47 norte-americano e no SNACASE Vantour francês, com o objetivo da célula da fuselagem carregar o máximo de combustível possível. Como o Vantour (que era de forma e dimensionalmente muito semelhante) o Flashlight era um bimotor equipado com dois tubojatos centrífugos AM-5.
O novo interceptador entrou em serviço em 1955 na Войска ПВО, Voyska PVO – Força de Defesa Aérea e em 1956 na Военно-воздушные силы – Voenno-Vozdushnye Sily (VVS) – Forças Aéreas Militares. Desde o começo foi uma aeronave popular, sua principal versão conhecida na OTAN como “Flashlight A” (Yak-25M) ficou muitos anos no inventário soviético, os pilotos elogiavam o manejo e o desempenho, no entanto o Yak-25 era uma dor de cabeça para mecânicos e pessoal de terra, pois era uma máquina temperamental que exigia pistas de pouso imaculadas, pois um dos problemas crônicos era com os motores que a baixa altura do solo aspiravam corpos estranhos e literalmente explodiam.
As versões de interceptação do Yak-25 “Flashlight A” – equipados com canhões e “Flashlight B” equipados com misseis e tanques alijáveis ficaram em serviço até 1967, quando da introdução de tipos mais modernos. No entanto o avião teve uma sobrevida, com uma bizarra versão de asas retas conhecida como Yak-25RV (Razvedchick Vysotnyj, – Reconhecimento de Grande Altitude), esse modelo apesar de equipado com sensores primitivos e com motores inadequados para operar na estratosfera, foi responsável pelo reconhecimento especializado da URSS durante 20 anos. Esse modelo em especial tinha 23,4 M de asas e uma carga alar de 55 m².
Estes modelos conhecidos pela OTAN como “Mandrake” ficaram em operação até 1974. Nos anos 60 e 70 a família Flashlight/Mandrake serviu como drones, bancadas de testes de armamento e sistemas, até ser tirada do serviço ativo no final dos anos 70.

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Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 1 – Focke Wulf FW 58B Weihe

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 1-

Focke-Wulf FW 58 Weihe –

Chamado também de “Leukoplast Bomber” (Bombardeiro de Esparadrapo) o FW 58 foi um importante avião para o esforço de guerra do Eixo durante o conflito de 1939-45, servindo como aeronave multi-uso, para treinamento, patrulha, transporte, missões especiais, ambulância aérea, avião agrícola. O Weihe foi amplamente utilizado pela Luftwaffe, por países alinhados à Alemanha Nazista e foi bastante exportado antes da guerra. A AN-MB (Aviação Naval da Marinha do Brasil), foi um dos usuários mais exóticos deste importante avião. Na segunda metade da década de 30 a Marinha assinou um importante contrato de modernização das suas aeronaves com a Focke-Wulf, deveriam ser produzidos no Brasil do treinador primário FW-44 até o quadrimotor FW-200. A Marinha Implementou a Fabrica do Galeão, iniciando a produção do FW-44 e do FW-58. A II Guerra impediu os planos da Marinha de produzir todos os modelos FW, mas a produção do Weihe no Brasil deu um enorme impulso a indústria aeronautica local. O primeiro lote feito antes de 1940 era somente montado aqui. Porém o 2º já com o nome da Marinha (Galeão D2Fw) era totalmente produzido aqui. Porém a interrupção da assistência técnica alemã em 1940, fez com que vários componentes desse segundo lote serem substituídos por nacionais, ou norte-americanos, elevando o peso do avião. Em 1942 todas as aeronaves foram passadas para a FAB sendo usadas no começo para patrulhas ASW e depois para aerofotogametria e treinamento avançado. Uma delas foi passada ao ministério da agricultura em 1947 e foi utilizada pelo serviço cartográfico fazendo os primeiros mapas aéreos de diversas regiões do Brasil. Hoje o único Weihe preservado em todo o Mundo encontra-se no nosso Museu Aeroespacial e é justamente esse avião que serviu ao ministério. O assunto do meu modelo é um FW-58 do primeiro lote nas cores da AN-MB baseado na base aeronaval do Galeão em 1940…