Um clássico adicionado a coleção Fokker EIII ( na escala 1/100)

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Esse modelo ficou longo tempo sendo gestionado na minha bancada. É um daqueles experimentos em reduzir um modelo na escala 1/33 para a escala 1/100. O assunto da vez é o clássico Fokker EIII, a mais famosa variante da serie Eindecker (uma asa em alemão) utilizada pelas potências centrais durante a I guerra mundial (1914-1918). Como sabemos este pequeno monoplano foi o primeiro avião militar equipado com um interruptor de disparos na metralhadora, o que permitia o disparo sincronizado através do eixo da hélice sem danificar as pás. Essa invenção foi o que permitiu uma revolução no combate aéreo, pois agora era possivel mirar com o proprio avião. Em 1915/16 os alemães obtiveram total supremacia no ar, as perdas para os aliados foram tão assustadoras que os chefes do RFC (Royal Flying Corps) foram chamados à Camara dos Comuns para dar explicações  sobre a perda de tantos pilotos e aeronaves. A imprensa inglesa e francesa, chamou o EIII de “flagelo Fokker”. O surgimento do Nie 11 e posteriormente do Nie 17 aos poucos acabou deixando o EIII obsoleto, no entanto os alemães colocaram outros tipos extraordinários em vôo como o Fokker DR I e o DVII e a balança da guerra aérea novamente ficou em um equilibrio, mas isso é outra história.

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Falando sobre o modelo, o meu EIII é do e-editor “Modele Kartonowe”, é um modelo de grande qualidade e gratuito vocês encontram diversas versões para download aqui. O original é na escala 1/33, mas eu reduzi para a 1/100. Obvio que um modelo detalhado como esse, é impossivel reproduzir todos os elementos que compõem esses  mesmos detalhes em papel, então alguns desses elementos ou foram omitidos por não aparecerem ou foram substituidos por outros materiais (como metal)  para serem melhor reproduzidos na escala.

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A estrutura interna foi lâminada com papel 240g e as demais peças foram impressas numa Epson C-92 em modo fotográfico, o trem de pouso foi substituido inteiramente por arame ortodôntico revestido com papel de enrolar sapatos. Posteriormente pintado com tinta acrílica. O que chama a atenção neste  é a grande concentração de cabos tirantes, em geral esses cabos eram utilizadas para deformar a asa que funcionava toda ela como um grande aileron, este era um método construtivo comun, que foi inventado por Santos Dumond e que estava presente em vários aviões do período anterior a Grande Guerra e em tipos contemporâneos do EIII como o Morane Saulnier Type L e N, o Mosva MB e outros tipos que não me ocorrem agora. Para simular os cabos usamos o material de sempre: aço cirurgico colado por segmento com cola de cianocrilato em gel.

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A versão escolhida é bem típica do meu espiríto esotérico, optei por uma aeronave camuflada em verde e mauve pertencente ao Serviço Aéreo da Marinha Imperial Alemã. registrada com o número LF 70 pertencente ao F.Fl.Abt. 9b, pilotada pelo  Lt Rauschke em 1916. No futuro pretendo fazer outras aeronaves EIII, pelos mais duas uma do começo do conflito em linen e outra pilotada por Ernest Udet (gosto muito da história desse piloto), já que o EI e o EII quero fazer de Boelcke e do Max Immelmman. Mas isso é outro plano.

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Sobre Peres

Historiador, consultor político, gaúcho, gremista, petista, maragato, tico-tico no fubá e outras meldas...
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