Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 2 – Yakovlev Yak-25

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 2 –

Yakovlev Yak-25

Os modelos da minha coleção -Dia 2- Yakovlev Yak-25 “Flashlight” – O OKB Yakovlev acumulou fama e prestígio na União Soviética graças aos seus famosos caças à pistão, todos utizando plantas motrizes derivadas do famoso motor Hispano-Suiza 12Y. Durante a II Guerra Mundial, a família Yak-1 / 9 foi uma das responsáveis por liquidar com a supremacia da Luftwaffe alemã no fronte oriental.
Porém depois da guerra o OKB não consegiu colocar caças de grande desempenho em operação na URSS, os modelos da familia Yak-15/17 eram máquinas de primeira geração e o Yak-23 quando entrou em produção já estava obsoleto, com o advento dos caças militares com asas enflechadas, notadamente a família MiG-15/17 e a sua contra-parte norte americana: o N.A. F-86 Sabre
No entanto, um modelo Yakovlev desta época, que passa desapercebido da maioria dos entusiastas pela história da aviação militar e dos modelistas, é um dos mais incríveis aviões produzidos na URSS no início dos anos 50: falo da família de caças pesados, reconhecedores e plataformas EW Yakovlev Yak-25/27 (“Flaslight” / “Mandrake” na codificação da OTAN).
A história do “Flashlight” começa no final dos anos 40, a crise da Ponte Aérea de Berlim em 1948, a criação da OTAN e a perspectiva de uma nova guerra de proporções globais através de dois blocos mundiais polarizados, forçaram os estrategistas da URSS a buscarem soluções para proteger o seu vasto território ocidental e sul que atritava diretamente com o ocidente.
Misseis cruise e balísticos armados com ogivas termo-nucleares, ainda eram sonhos, a maior ameaça, ainda vinha da guerra aérea convencional, através dos bombardeiros estratégicos dos EUA e seus aliados, com a possibilidade de bombardeiro de queda-livre convencional ou termo-nuclear (como havia sido feito em Hiroshima e Nagazaki ao final da II Guerra Mundial).
O Yak-25 foi concebido inicialmente para fazer frente a esse tipo de ameaça, equipado com um par de dois poderosos canhões NL-37 de 37 mm e posteriormente com mísseis ar-ar AA-1 (codinominados pela OTAN de “Alkali”), complementando esse armamento o Yak-25 era equipado com um grande radar de varredura de segunda geração RP-6 “Sokol” (codinominado pela OTAN como “High Fix”).
Com esse arranjo o Yak-25 foi projetado como um interceptador biplace (piloto e operador de radar), o objetivo era conseguir uma aeronave que fosse rápida, operasse em grandes altitudes com extensa autonomia. Suas asas tinham um enflechamento agudo, e eram finas. O trem de pouso era localizado na fuselagem em um arranjo “bicycle” como no N.A. B-47 norte-americano e no SNACASE Vantour francês, com o objetivo da célula da fuselagem carregar o máximo de combustível possível. Como o Vantour (que era de forma e dimensionalmente muito semelhante) o Flashlight era um bimotor equipado com dois tubojatos centrífugos AM-5.
O novo interceptador entrou em serviço em 1955 na Войска ПВО, Voyska PVO – Força de Defesa Aérea e em 1956 na Военно-воздушные силы – Voenno-Vozdushnye Sily (VVS) – Forças Aéreas Militares. Desde o começo foi uma aeronave popular, sua principal versão conhecida na OTAN como “Flashlight A” (Yak-25M) ficou muitos anos no inventário soviético, os pilotos elogiavam o manejo e o desempenho, no entanto o Yak-25 era uma dor de cabeça para mecânicos e pessoal de terra, pois era uma máquina temperamental que exigia pistas de pouso imaculadas, pois um dos problemas crônicos era com os motores que a baixa altura do solo aspiravam corpos estranhos e literalmente explodiam.
As versões de interceptação do Yak-25 “Flashlight A” – equipados com canhões e “Flashlight B” equipados com misseis e tanques alijáveis ficaram em serviço até 1967, quando da introdução de tipos mais modernos. No entanto o avião teve uma sobrevida, com uma bizarra versão de asas retas conhecida como Yak-25RV (Razvedchick Vysotnyj, – Reconhecimento de Grande Altitude), esse modelo apesar de equipado com sensores primitivos e com motores inadequados para operar na estratosfera, foi responsável pelo reconhecimento especializado da URSS durante 20 anos. Esse modelo em especial tinha 23,4 M de asas e uma carga alar de 55 m².
Estes modelos conhecidos pela OTAN como “Mandrake” ficaram em operação até 1974. Nos anos 60 e 70 a família Flashlight/Mandrake serviu como drones, bancadas de testes de armamento e sistemas, até ser tirada do serviço ativo no final dos anos 70.

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Sobre Peres

Historiador, consultor político, gaúcho, gremista, petista, maragato, tico-tico no fubá e outras meldas...
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