Guia de Montagem: Fairey IIID 1/100 – Lad ‘N’ Dad

Este PaP (Passo a Passo) foi originalmente publicado entre dezembro e janeiro de 2011 no fórum Panzer Model, para o GB 3 de Papermodels, e em paralelo no fórum do Clube do Canhão.

Com ele apresento as minhas técnicas de construção de biplanos, um tipo de montagem que em qualquer genêro de modelismo assusta, mas que com paciência e as manhas certas provocam belos resultados e enorme satisfação ao modelista…

O modelo de papel, que vou montar nesse GB é um Fairey IIID, do editor Lad ‘n’ Dad, essa pequena firma realiza versões muito legais e aviões incomuns na 1/48. São um casal de velinhos que mora em Queensland na Australia, quem projeta é Jim Fairges que desenha tudo mão e a esposa dele digitaliza e pinta usando o Adobe Illustrator. Em geral os assuntos são sempre modelos em serviço da RAAF, então acabei repintando o Fairey que estava nas cores do Serviço Aéreo Naval Australiano, para as cores da Armada Portuguesa, além de alongar as asas, o serviçinho de transformar o bichano no Fairey “Santa Cruz” foi feito no Corel Draw X3…

Fazendo uma análise rápida do kit, o original 1/48 usa técnicas hibridas de montagem, utilizando dobraduras , com formers internos, paineis conectores internos (chamados de butt straps) e muita lâminação de peças, e mais ou menos 80 peças.

Iniciei a montagem pelos flutuadores principais, são peças simples porém com algumas manhas, o alinhamento das dobraduras tem que ser perfeito (ou quase) para não deixar o modelo torto depois…

Feitos os flutuadores preparei a porção principal da fuselagem, pintando as quinas brancas com cinza bem claro, vincando as dobraduras e instalando os conectores da fuselagem inferior…

Uma coisa que esqueci de falar é que o modelo para ficar bom nessa escala tem que ser impresso em papel entre a gramatura de 100 a 120g, mais que isso fica ruim para dobrar…

Tenho o costume de intercalar subconjuntos de montagem e em geral começo primeiro aqueles que são mais tediosos, assim aproveite e confecioneia a hélice, a técnica utilizada para dar volumetria a mesma é chamada de lâminação no exterior, aqui no brasil alguns papel modelistas chama de sandwuiche…

Nas fotos vemos o processo de montagem da hélice, notem a riscalhada de hidrocor próximo as peças, é para testar tons próximos da impresão, nada de quinas brancas. Nas duas últimas fotos a hélice pronta.

Feito o trabalho da hélice guardei ela para futuras montagems e fui atacar na fuselagem, que é produzida por modulação (pois tem o formato de “caixa”), a parte mais sensível é o nariz que tem um foramto estranho e precisa dos tais reforços intenos, tudo precisa ser colado com muita precisão e paciência, sob pena de empenar o modelo, deu tanto trabalho que perdi uma boa parte da manhã de hoje colando ponto a ponto. Outra armadilha foi ter que cortar as abas de colagem na parte inferior para impedir um degrau e uma fresta na colagem das quinas…

retomei a montagem do Fairey, vamos aos novos passos da montagem…

Começamos montando o habitáculo do cokcpit que consiste numa caixa com formers, simulando os firewalls. Neste caso é bem espartano, para 1/100 é adequado, porém para a escala original do kit (1/48) teria necessidade de se fazer algum scratch para dixar apresentável…

Aqui a confecção dos assentos, na  1/100 ficaram minusculos 

Resolvi começar a montar o extra-dorso cortei as abas de colagem para impedir degraus e frestas (se cola apenas a quina do papel) e teoricamente o former de trás do cockpit deveria orientar a curvatura, porém a peça é 1,5 mm maior  puto da vida puto da vida puto da vida puto da vida, que surpresa desagradável, isso que esse kit é original 

limei a peça com extrema cautela e resolveu o problema 

A partir da resolução providenciamos a colagem ponto a ponto da carcova, que tem uma curvatura dupla, porém simples de acertar…

Aproveitamos para por o resto da cobertura da fuselagem superior. Uma dica honesta: em peças desse tipo, como habitáculos do cockpit, buracos de asa, corte esse orifícios DEPOIS de ter moldado a peça e a ter colado no lugar, use um estile bem afiado para tal…  sharkmouth

Depois de tudo seco, basta cortar os buracos e pintar para remover as quinas brancas…

Preparei o motor (Rolls Royce Eagle) que nessa escala fico diminuto, o segredo para dobrar as peças que compoém o bloco é usar uma lâmina cega aliás uso muito esse instrumento para gerar dobras em angulos de 90º, evita frestas nas abas e dobra peças pequenas como essas…

Aproveitei e cortei os cilindros que foram torneados em uma agulha bem pequena para conseguir a forma adequada…

Colei os cilindros e a tampa de cada linha…

O resultado tá aqui como podem ver pelo tamanho a peça é pequena, mas pelo menos uma parte pentelha do modelo ficou pronta…

Posteriormente colei o motor e a sua carenagem frontal na fuselagem…

A partir daqui começei a preparar a montagem básica da raiz da asa inferior e a cauda do nosso bichano…

Começei montando o estabilizador e a cauda, na afobação esqueci de fotografar a preparação dessas peças   Mas não tem muito segredo, elas são compostas por duas façes que são dobradas pelo bordo de ataque, colori as quinas com hidrocor, dobre com uma espátula dentária e colei com cuidado uma façe na outra, procurando sempre observar a colagem dos bordos de fuga para manter a seção dos aerofólios de cada peça…

Nestas fotos, vemos o início da montagem da raiz da asa, esse artifício é amplamente necessário, pois a área de colagem das asas é mínima, o objetivo é criar um perno de suporte da asa, essa técnica é muito útil no scratch também, furei o modelo com um mini mandril manual e foram inseridos 4 pequenos pedaços de clipes nº 4 colados com superbonder em gel, no diedro adequado que as asas deverão ter…

Com os arames bem secos, eu colo uma pequena tira de papel sulfite 55g (Esse deve interessar ao Adolfo, por que é extremamente fino, mais que papel de formulário), com superbonder e dou a forma do aerofólio da asa, e pronto! Já tenho um belo suporte para encaixar as asas de maneira segura e com o diedro correto  

Começei então a preparar as asas. O segredo de montar as mesmas num papermodel é sempre observar o aerofólio da mesma, em geral em aviões antigos ela tem a foram de uma gota alongada, o que é preciso fazer para conseguir-se essa característica, e curvar com um palito, chave de fenda, ou palinete metálico na palma da mão a parte superior da asa, esse curvamento deve ser feito com cuidado, atnes disso se vinca o bordo de ataque para dobrar, mas levemente para manter a curvatura do mesmo.

Para evitar empenos aconselho a realizar a colagem com a asa pousada na bancada, pois aí acontecerá de maneira “reta”, sempre é necessário observar a correta colagem dos bordos de fuga e não pode -se jamais colocar cola demais nesse tipo de peça…

Está começando a tomar a forma do avião… 

Estou já preparando o avião para ficar num jig de montagem, o que é isso? Em geral é uma peça de isopor com suportes para a colagem da asa superior e outras peças que necessitem de alinhamento preciso, para prender o avião no jig, em geral é preciso montar diversas etapas que teoricamente deveriam ficar para depois, como atuadores, pequenos cabos, montantes na cauda e etc.

Os meus jigs eu faço com tacos de isopor, papelão duro e papel triplex, o modelo é preso com alfinetes, presilhas de papel, essa técninca me ajuda muito pois mantém o modelo preso, libera as duas mãos e é uma mão na roda para colocar os cabos estais, que nesse modelo tem de roudão…

Mas para ilustar o que é um jig, aqui vai um exemplo…

Uso eventualmente blocos de lego genérico (xing ling) comprados em lojas de 1,99, quebram o galho também…

Mas voltando ao modelo, iniciei o detalhamento dos pontões principais do Fairey, colando as linhas do fundo dos mesmos…

Essas linhas são extremamente finas e precisam ser cortadas com o estilete bem afiado, mesmo assim, algumas se romperam  puto da vida

Depois colamos com cuidado nos pontem e tava feito, a idéia era simular os veios de fluxo hidro-dinâmico dos pontões…

Posteriormente trabalhamos os dois struts que unem os flutuadores no eixo X…

Aqui vemos o processo de confecção dos struts, processo que será utilizado em todos os outros desse modelo, primeiramente se curva numa agulha a peça, pega-se um arame bem fino estique ele entre dois alicates ou numa morsa, corte um segmento e insira no strut colando-o com superbonder ou outra cola CA, depois de seco feche o strut na mesa (nunca na mão direto por que pode empenar) e voi lá, a peça está pronta para colar, como vemos na ultima foto, os struts colados e alinhados com os flutuadores.  CERVA

Deixando um pouco de lado, o flutuador principal, nos concentramos em confeccionar os atuadores da asa inferior e da cauda, que no Fairey são bem visiveis, mesmo na 1/100.

Para isso usei pequenos tacos de papel Vivaldi da Canson, esse papel na gramatura de 180g é muito útil para esse tipo de serviço, por já vir colorido. No meu caso usei cinza escuro, foram seis atuadores nas asas inferiores, dois no leme e quatro nos estabilizadores…

preparei o flutador da bequilha, é um peça única, porém muito chata de formar, principalmente a quilha, que teve que ser montada com grande atenção…

Preparei e montei as peças que compõem os radiadores na lateral da fuselagem…

Depois iniciei a colagem dos montantes dos estabilizadores, substitui as peças de papel por clipes dobrados com alicates de bijuteiro, uso aqueles bem pequenos 5/00, que são perfeitos para esse fim…

Para colar eu uso superbonder em gel, e depois de seco é aplicada uma gota de cola PVA que seca vai simular a aparência de “solda” dos montantes…

Depois aplicamos uma camada de tinta acrílica, tenho preferência por Corfix ou Daiara para esse tipo de trabalho…

Aqui vocês vêem o trabalho iniciado de montagem dos cabos das asas, pois quando o modelo ficar preso no jig não terei acesso mais a essa área então esse trabalho precisa ser feito antes, assim como na cauda. Ao contrário de muita gente, não uso linha ou spue esticado, uso fio de aço para sutura de tendão, é extremamente fino (mais fino que o amarrilho dentário) e para a escala 1/72 e 1/100 é perfeito, como ele tem rigidez não há a necessidade de furar o modelo para transpassar nada, simplesmente colamos no segmento, usando para medir compassos transferidores, para colar super bonder em gel, sempre colando uma peça um pouco maior pois é mais fácil colar. Acompanhem as outras etapas, Poderia usar a técnica do grande mestre do Plasti, o Alvarenga que desfia linhas de poliamida, para fazer cabos e antenas, porém como envolvem o fato de ter que “custurar” o modelo, no papel isso acaba com o tempo provocando empenos, ainda mais em escalas pequenas onde as peças por conta da gramatura são mais frágeis  …

Aqui observamos a montagem dos cabos atuadores e de sustentação da cauda, notem o desalinhamento que depois foi consertado…

Tratei de iniciar a montagem dos montantes dos flutuadores principais, para garantir rigidez, colei dentro de cada peça um arame fino de 0,5 que depois conformou a peça, como foi feito com os montantes que atravessam os flutuadores.

Posteriormente com muita calma e usando cola PVA meio seca fui colando os flutuadores e a fuselagem, a vantagem é que podemos corrigir nesse caso os erros de alinhamento com relativa tranquilidade,

Depois de seco, uma gota de superbonder em gel, para fixar os montantes na posição correta, eles mesmos receberam uma capa de bonder para “dopar” (enrigecer), para não ter o menor risoc de empeno…

Pintamos os montantes, para esconder o bonder…

Depois de tudo seco, foi a vez dos cabos dos montantes dos flutuadores. Esses aviões antigos da I guerra e imediatamente posteriores eram uma floresta de cabos, Um amigo meu o Dr. Schula (falecido em 99 aos 90 anos) que foi piloto da Varig nos áureos tempos (antes da II guerra) dizia que esses aviões tinham tantos cabos que se soltassem um gato entre as asas ele não saia  , a técnica é a mesma já demonstrada…

Agora está tudo pronto para o modelo ir para o jig, para terminarmos o detalhamento do motor e iniciar a montagem da asa superior e seus montantes. Antes vou passar uma nova capa de verniz em spray, para esconder os pequenos manchados de cola.

estamos retornando com a montagem do nosso bichano.

Inicialmente, fabricamos um jig de isopor para poder trabalhar no modelo sem ter a necessidade de tocar no modelo, para montar biplanos essa técnica é muito util, em geral faço um jig alto para poder manipular peças com facilidade no modelo.
Essa é uma ferramenta feita em casa, além do isopor as pecinhas de plástico são retentores de caixas de brinquedo (os brinquedos vem amarrados nelas que ficam atrás das partes internas da caixa) em época de aniversário das minhas filhas, dia da criança e natal me forro com esse material que para os jigs é insuperável. Antes de prender em definitivo, uma capa de verniz fosco corfix em spray para esconder os pequenos borrados de bonder…

Aqui observamos a montagem dos escapamentos, adicionei um arame internamente, para dar o fortamo de tubo, porém a peça como é colada com bonder fica judiada de modo que tive que repintar com uma mistura de cobre, sepia e preto, aproveitei e fiz o distribuidor com uma peça de cartão grosso e também a pintei…

Fabricamos a seção central da asa já com a “alma” de encaixe das seções externas da asa…

Posteriormente montamos os montantes da cabana da asa com métodos já descritos como podem ver nas fotos…

A cabana da asa foi montada usando para colar bonder em gel e com cuidado em relação ao alinhamento, posteriormente os montantes foram pintados de preto…

Fabricamos com um arame 0,5 a mangueira de combustivel do tanque central da asa, e depois pintamos de cobre…

Fixamos os cabos da cabana e colamos a mangueira como podem ver nas fotos subsequentes, a técnica é a mesma na confeção dos cabos da cauda e dos flutuadores…

vamos mostrar agora os arranjos da montagem da asa superior e dos jigs de suporte…

Uma coisa interessante a falar sobre esses jigs, nos EUA, lojas como a Micro-Mark, vendem eles de metal em uma base magnética, custam o olho da cara e no entanto com um pouco de vontade,  se consegue facilmente ser substituidas por materiais alternativos, como veremos a seguir…

O jig de suporte das asas superiores, foi feito com palito de picole e palitos de dente, no caso optei em fabricar um jig genérico, mas se fosse necessário fariámos essas peças especializadas, como não pretendo montar um segundo IIID, serviu fazer largo que pudesse ser utilizado posteriormente em outros projetos.

Aqui vemos a cobnfecção dos mesmo, fora serrados com uma serra fita numa caixa de ingletes, colados com cola branca…

Fabricamos a área externa das asas superiores, os métodos são os já demonstrados…

Fixamos os jigs de suporte no lugar e providenciamos a colagem da asa superior, lembram daquela alam de papel no centro da asa de um ou dois posts atrás? Pois então com ela fizemos uma colagem tranquila e rápida mantendo o aspecto da corda. Restou enquanto a cola secava, corrigir os alinhamentos e aumentar ou diminuir a altura dos jigs…

Iniciamos preparando os montantes principais das asas, o procedimento é um replay da técnica já demonstrada nos montantes da cabana central e dos flutuadores…

Começamos a colar devagarito no más os mesmos, notem, que houve a necessidade de se corrigir o alinhamento das asas e para isso os jigs são excelentes,  para colar os montantes desde que escorando as asas inferiores podemos por peso para caramba para garantir a colagem correta e mesmo o alinhamento…

Algumas estruturas não presentes com o kit tiveram que ser reproduzidas como é o caso de um montante que fica logo após a cabana, foi feito de arame 0,5

Após tudo bem seco, tratamos de reforçar os pontos de união com um pingo de bonder em gel, e posterior a secagem desta pintamos os montantes de preto.

Aqui observamos as ferramentas que utilizo no processo de montagem dos cabos de metal e vai cabo nessa coisa  puto da vida como eu disse antes se soltar um gato ele não sai do vão entre as asas  Por fora calculei 86 segmentos. Observamos aqui, ferramenta de eletrônica que uiso para cortar e vincar  os fios de sutura, compasso xing ling transferidor, pinça e tesoura para cortar de unha de bebê, os cabos são colados com pequenos pingos de bonder em gel..

Quando se monta um modelo de biplano com um grande número de cabos, há a necessidade de se pensar e planejar a sequencia de instalação dos cabos, a lógica está ai, se começa com os cabos internos do vão, assim como os de comando…

Depois de duas caipiras de vodka e toneladas de doses de paciência o resultado é esse…

Que cabaiada, cruz credo!!!  puto da vida Porém biplano sem cabo, é a mesma coisa que cachorro quente sem salsicha, o projeto está encaminhando-se para os finalmentes, pois falta muito pouca coisa, para o avião ficar pronto…

Ultimas etapas de montagem…

Para terminar com as asas instalamos os cabos e os atuadores dos ailerons da sas superior, a técnica é a mesma descrita quando fizemos os da asa inferior…

Esta é a sequencia de montagem dos flutuadores de ponta de asa, notem que até neles vão cabos de sustentação    puto da vida puto da vida, uma técnica interessante para se usar (e vale para peças brancas é usar a própria cola branca como “putty”, depois de seca ela fica transparente e brilhante, ai basta aplicar um verniz fosco…

Não tinha ficado muito satisfeito com a hélice que montei lá no começo desse tópico, de modo que a repintei usando óleo, para simular a madeira, agora ficou bem melhor para o meu gosto.

Gente o modelo está praticamente pronto. No momento espero o pedestal que fiz secar…

Apesar do bichinho fica de pé nos seus flutuadores resolvi fazer uma pequena base de madeira, para dar um charminho a mais na traquitana…

Com palitos de manicure e picolé, fiz um pequeno cavalete colado com cola de madeira…

Porém a cor clarinha não me agradou de modo que fiz uma pátina de sépia, preto bem aguáda e depois um pincel seco com óleo marrom…

De modo que agora sim, o resultado melhorou bastante para mim…

Tratei de fazer uma plaquinha no Corel Draw, para ilustrar o grande tento dos patrícios, depois de impressa ela foi colada numa folha de papel cartão e afixada na base…

Ficou bem para o meu gosto…

Agora foi a vez da última peça do kit, o lême de direção do flutuador traseiro que é conectado com o timão de direção…

Finalizado 

Seria isso por enquanto amigos, espero que tenham gostado desse PaP e os ajude a montar esse tipo de modelo tão atrativo em qualquer coleção de aviões 😉

Até a próxima.

2 Responses to Guia de Montagem: Fairey IIID 1/100 – Lad ‘N’ Dad

  1. sergio vasconcellos diz:

    Legal, o modelo. Grato pela dica dos jigs, foi muito boa. Recentemente desmontei um velho Swordfish da Matchbox 1/72 (1974), joguei na soda e comecei a remontá-lo e aí… os struts estavam ou quebrados ou faltando e eu acabei por deixa-lo de lado até descobrir como alinhar as asas superiores.
    Aprendi algumas técnicas com o amigo Alvarenga, realmente o homi é um mestre dessa arte. Aprendi a por Bonder na dobra do dedo e passar a linha de poliamida para enrigecê-la.
    Tenho uma dica quanto a cola. Não uso cola branca para colar papel, ela costuma amolecer e entortar o modelo. Uso, que por aqui em Londrina, é muito comum , a cola de isopor. É a mesma PVA , só que ao invés de usar água como solvente, usam álcool. A vantagem é que cola em poucos minutos, endurece mais rápido e não se solta com a umidade. A desvantagem é que é meio “liguenta”.Na hora da colagem ela solta fios, mas com um pouco de paciência e habilidade é contornável. Tem de ter um certo cuidado com a tinta da impressora, visto que o álcool reage com a tinta, se aplicado em demasia.
    Mais uma vez, grato pelas dicas e pelos modelos que vc já postou. Um grande abraço
    wilbur

    • Peres diz:

      Obrigado!

      O trabalho do mestre Alvarenga é realmente impressionante, é uma das minhas inspirações. Vários modelistas que conheço usam essa técnica do Alvarenga para rigging, porém penso que nesses casos em um modelo de papel numa escala pequena como as que trabalho (1/100) o fato de tensionar a linha pode eventualmente provocar empenos nas asas ou mesmo na fuselagem, por isso prefiro o fio cirurgico, eventualmente uso poliamida quando o segmento é comprido demais, como por exemplo uma antena de um grande avião, mas para as demais uso o fio metálico…

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