Retrospectiva Modelista 2014

Bem amigos e amigas, mais um ano que se vai e mais uma vez é tempo de nossa Retrospectiva modelista, que esse ano teve recorde de montagens!

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Ou então vá na aba no Taller que é sem erro.

Um feliz 2015!

Ultimos Modelos do Ano: Dassault Falcon 20 e Grumman HU-25 Guardian.

Bem amigos e amigas!

Apresento os três últimos modelos de 2014, para variar da Murph’s Models, dessa vez é o bastante conhecido jato Dassault Falcon em sua versão 20 e a parte americanizada o Grumman HU-25 Guardian.

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O Dassault Falcon 20 e as suas versões americanizadas produzidas pela Grumman, conhecidas como HU-25 Guardian, desenvolvido inicialmente para uso da Guarda Costeira americana com sensores de vigilância para orientar os barcos da Guarda Costeira no sentido de coibir a entrada de entorpecentes e imigrantes por via marítima nos Estados Unidos nos anos 80 e 90, foi utilizado até a primeira década do século XXI, sendo a ultima aeronave de asa fixa operada pela Guarda Costeira Americana, encerrando uma longa tradição dessa força. A NASA operou alguns exemplares que foram utilizados para medir o degelo da calota polar no Ártico. A versão civil representada aqui é que é a mais interessante, pois é um dos primeiros cargueiros operados pela FEDEX no início dos anos 70. O seu fundador Frederick W. Smith teve a idéia de ao criar o serviço de courier usar jatos rápidos, e após muita pesquisa, decidiu pedir a Dassault que adaptasse o seu jato executivo Falcon em um pequeno cargueiro, para ter ao mesmo tempo velocidade e capacidade de pousar em pequenos e médios campos de pouso espalhados pelos Estados Unidos. Com uma frota de cinco ou seis desses iniciou o serviço que hoje é um sucesso, revolucionou o mercado de cargas, sendo superior a muitos serviços postais convencionais, em velocidade, qualidade e preço…

Alguns Aspectos da Montagem:

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Até a próxima… :)

Mikoyan Gurevich MiG-17 – Força Aérea de Angola 1/100 – Der Kampffleiger

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O Mikoyan Gurevich MiG-17 (Codinome da OTAN: Fresco, Designação do DoD: Type 38) começou a ser desenvolvido em 1949 como uma versão avançada do MiG-15, no entanto a experiência real de combate na Guerra da Coreia fez com que o OKB MiG desenvolvesse na verdade um novo avião, incorporando novas características que compensavam os problemas do MiG-15, notadamente a tendência a entrar em parafusos acima de certa velocidade (próxima a MACH 0,92) em mergulho, e flutuações e derivações com o disparo das armas, que se mantiveram as mesmas. Entrando em produção a partir de 1952 o “Fresco” ficou pouco tempo em serviço na URSS, logo suplementado por aviões de projeto Mach 2, mas ficou longos anos em serviço em países do Pacto de Varsóvia, ou amigos da URSS, teve uma gigantesca produção na China, conhecido como Shenyang J 5 e na Polônia como LIM-5/6. Foi usado por longos anos no chamado “Terceiro Mundo”, pois era uma aeronave subsônica de alto desempenho, com simples manutenção e muito resistente. Com longa folha de serviços em combate, sendo o seu debut na longa crise com a China em 1958, tendo sido usado também no Vietnan, nas Guerras Arábes-Israelenses nos anos 60 e até mesmo no Conflito do Afeganistão nos anos 80. Bem pilotado era um adversário formidável, tanto que as nações ocidentais tinham poucos caças da sua categoria (notadamente as versões avançadas do F-86 e F-84 o Super Mystere e o Hawker Hunter), mas de longe com a resistencia e a praticidade da máquina soviética. O MiG-17 representado aqui é um exemplar exótico, pois pertence a Força Aérea Popular de Angola/Defesa Aérea e Antiaérea (FAPA/DAA) nos anos 70. Modelo desenhado por Roman Vasyliev, que tive o prazer de testar. Estás disponível para download no fórum Papermodelers e na Ecardmodels gratuitamente.

Fotos do Modelo Montado:

Mais uma adição bacana a minha coleção: DH-100 Vampire Mk I na escala 1/100

Novamente construindo um modelo da nova série de “minimodels” do Tahipaperwork. obi nos presenteou com um clássico da aviação militar, o De Haviland DH 100 Vampire. Um dos primeiros caças a jato operacionais do Mundo.

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Desenvolvido para a II Guerra Mundial em 1943, o DH-100 chegou tarde demais para poder influenciar nos rumos da guerra. Mas foi um dos principais caças britânicos a jato, sendo exportado para inúmeras nações nos anos 40 e 50. Os pontos fortes do Vampire eram uma manutenção simples, com sistemas e características de vôo semelhantes aos dos caças à pistão, e uma estrutra geral muito resistente. De fato o Vampire como avião de combate teve uma vida muito longeva, sendo que os últimos servindo como caças ou caças-bombardeiro foram utilizados pela República Dominicana e pela Rodésia nos anos 80.

O meu modelo representa uma máquina da RAF na sua versão inicial o Mk I de uma unidade estacionada na Alemanha ocupada em 1949.

Aspectos da Construção

Modelo Finalizado

Bueno. Até a próxima. Ah lembrando que, esse modelo está disponível gratuitamente para download na Thaipaperwork.

Hawker Hunter – Royal Navy Advanced Trainer na escala 1/100

Para descansar um pouco da minha lista de montagens obrigatórias, resolvi montar esse avião, que ao mesmo tempo é um modelo bem rápido de fazer (fiz em dois dias) e é um clássico: O Hawker Hunter. Esse belo caça inglês dos anos 50, foi o último projeto de Sir Sidney Camm e também o ultimo avião desenhado pela tradicional fabricante inglesa Hawker Aircraft. O Hunter nasceu da necessidade da RAF em ter um caça que pudesse fazer frente ao MiG-15 soviético, recuperar o prestígio da indústria aeronautica britânica e contrabalançar o domínio da USAF com o F-86 Sabre. Ele teve um longo desenvolvimento, iniciado ainda em 1948, e até chegar ao auge de sua carreira já esta defasado, porém era um avião formidável, equivalente ao MiG-17, ao Super Mistere e em certos aspectos ao SAAB Drakken, dono de um perfil estonteante com uma asa enflechada de características únicas. A versão FGA Mk 9 foi a mais utilizada e usada em combate. As últimas unidades do Hunter de uma produção demais de 1500 exemplares foram utlizadas pelo Líbano e pela Suíça em meados dos anos 90. Muitos ainda voam e vários estãom preservados. Um dos aviões paquera da EMBRAER é um Hunter biplace. Esse exemplar que o modelo representa é uma máquina de treinamento avançado e operacional da marinha Real Inglesa nos anos 70/80, notem para os mais entendidos que esse exemplar está sem as “Sabrinas”. Nunca foi utilizado como caça embarcado pela RN. Modelo do Editor Fiddlersgreen.net. O Hunter é um dos meus aviões favoritos esse é o terceiro na minha coleção 1/100.

Mais um gigantinho: Boeing E-3 Sentry na escala 1/100

Amigos

Apresento mais um da série dos 707 militares. Dessa vez é o Boeing E-3 Sentry, uma das melhores plataformas AWACS do Mundo, desenvolvido nos anos 70 para suplantar outras aeronaves de mesmo tipo na USAF, o E-3 continua em serviço sendo amplamente atualizado, possui aviônicos avançados como o radar de varredura Whestinghouse AN/APY-1 / AN/APY-2 para uso na estrastofera para triangular alvos terrestres e aéreos considerando a curvatura da Terra. O E-3 Sentry foi crucial nas Guerras do Iraque, intervenção de Kosovo, Afeganistão, além de servir como radar aéreo especializado, os E-3 são postos de comunicação, controladores de drones, identificadores de sinal e várias outras funções secretas de monitoramento. Modelo desenhado pela Oddball Productions para a Fiddlersgreen.net em breve estará disponível para venda…

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Cometi um erro na montagem desse modelo e é justamente na antena que ficou com algumas ondulações. Em breve devo retomar esse modelo e substituir essa peça.

Até a próxima atualização!

 

Galeria: Boeing KC-135 Stratotanker

Apresento a galeria do modelo finalizado e uma sequência interessante de comparações na escala 1/100 de outras aeronaves.

Boeing KC-135 Stratotanker

Mais um teste para o a Oddball/ Fiddlers Green, o ultimo modelo que apresentei aqui era o Fokker B I, agora, parti para outro projeto diametralmente diferente (inclusive no tamanho), trata-se do Boeing KC-135 Stratotanker.

O Boeing KC-135 Stratotanker, é  um dos mais longevos aviões da USAF, pois está em serviço desde 1957! (Acho que só B-52 supera ele em tempo de serviço!), baseado no venerável avião comercial 707, o KC-135 ainda é o principal avião-tanque dos EUA em serviço e não tem previsão de ser substituído!

Este modelo apesar do tamanho, é simplesmente fantástico, pois é simples de montar. A maior dificuldade está na construção das raízes das asas e do nariz da aeronave. Tirando isso é um belo modelo que agrada os principiantes e está na escala 1/100 nativamente.

Em breve estará disponível para venda assim como outras versões da familia 707 na Fiddlers Green

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Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 2 – Yakovlev Yak-25

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 2 –

Yakovlev Yak-25

Os modelos da minha coleção -Dia 2- Yakovlev Yak-25 “Flashlight” – O OKB Yakovlev acumulou fama e prestígio na União Soviética graças aos seus famosos caças à pistão, todos utizando plantas motrizes derivadas do famoso motor Hispano-Suiza 12Y. Durante a II Guerra Mundial, a família Yak-1 / 9 foi uma das responsáveis por liquidar com a supremacia da Luftwaffe alemã no fronte oriental.
Porém depois da guerra o OKB não consegiu colocar caças de grande desempenho em operação na URSS, os modelos da familia Yak-15/17 eram máquinas de primeira geração e o Yak-23 quando entrou em produção já estava obsoleto, com o advento dos caças militares com asas enflechadas, notadamente a família MiG-15/17 e a sua contra-parte norte americana: o N.A. F-86 Sabre
No entanto, um modelo Yakovlev desta época, que passa desapercebido da maioria dos entusiastas pela história da aviação militar e dos modelistas, é um dos mais incríveis aviões produzidos na URSS no início dos anos 50: falo da família de caças pesados, reconhecedores e plataformas EW Yakovlev Yak-25/27 (“Flaslight” / “Mandrake” na codificação da OTAN).
A história do “Flashlight” começa no final dos anos 40, a crise da Ponte Aérea de Berlim em 1948, a criação da OTAN e a perspectiva de uma nova guerra de proporções globais através de dois blocos mundiais polarizados, forçaram os estrategistas da URSS a buscarem soluções para proteger o seu vasto território ocidental e sul que atritava diretamente com o ocidente.
Misseis cruise e balísticos armados com ogivas termo-nucleares, ainda eram sonhos, a maior ameaça, ainda vinha da guerra aérea convencional, através dos bombardeiros estratégicos dos EUA e seus aliados, com a possibilidade de bombardeiro de queda-livre convencional ou termo-nuclear (como havia sido feito em Hiroshima e Nagazaki ao final da II Guerra Mundial).
O Yak-25 foi concebido inicialmente para fazer frente a esse tipo de ameaça, equipado com um par de dois poderosos canhões NL-37 de 37 mm e posteriormente com mísseis ar-ar AA-1 (codinominados pela OTAN de “Alkali”), complementando esse armamento o Yak-25 era equipado com um grande radar de varredura de segunda geração RP-6 “Sokol” (codinominado pela OTAN como “High Fix”).
Com esse arranjo o Yak-25 foi projetado como um interceptador biplace (piloto e operador de radar), o objetivo era conseguir uma aeronave que fosse rápida, operasse em grandes altitudes com extensa autonomia. Suas asas tinham um enflechamento agudo, e eram finas. O trem de pouso era localizado na fuselagem em um arranjo “bicycle” como no N.A. B-47 norte-americano e no SNACASE Vantour francês, com o objetivo da célula da fuselagem carregar o máximo de combustível possível. Como o Vantour (que era de forma e dimensionalmente muito semelhante) o Flashlight era um bimotor equipado com dois tubojatos centrífugos AM-5.
O novo interceptador entrou em serviço em 1955 na Войска ПВО, Voyska PVO – Força de Defesa Aérea e em 1956 na Военно-воздушные силы – Voenno-Vozdushnye Sily (VVS) – Forças Aéreas Militares. Desde o começo foi uma aeronave popular, sua principal versão conhecida na OTAN como “Flashlight A” (Yak-25M) ficou muitos anos no inventário soviético, os pilotos elogiavam o manejo e o desempenho, no entanto o Yak-25 era uma dor de cabeça para mecânicos e pessoal de terra, pois era uma máquina temperamental que exigia pistas de pouso imaculadas, pois um dos problemas crônicos era com os motores que a baixa altura do solo aspiravam corpos estranhos e literalmente explodiam.
As versões de interceptação do Yak-25 “Flashlight A” – equipados com canhões e “Flashlight B” equipados com misseis e tanques alijáveis ficaram em serviço até 1967, quando da introdução de tipos mais modernos. No entanto o avião teve uma sobrevida, com uma bizarra versão de asas retas conhecida como Yak-25RV (Razvedchick Vysotnyj, – Reconhecimento de Grande Altitude), esse modelo apesar de equipado com sensores primitivos e com motores inadequados para operar na estratosfera, foi responsável pelo reconhecimento especializado da URSS durante 20 anos. Esse modelo em especial tinha 23,4 M de asas e uma carga alar de 55 m².
Estes modelos conhecidos pela OTAN como “Mandrake” ficaram em operação até 1974. Nos anos 60 e 70 a família Flashlight/Mandrake serviu como drones, bancadas de testes de armamento e sistemas, até ser tirada do serviço ativo no final dos anos 70.

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Mais um modelo finalizado na escala 1/100.

E vejam só! É um modelo de um helicóptero, rsrs.

O assunto é bem interessante, trata-se do Aeropastiale Super Frelon, um grande helicoptero tri-turbina, desenhado e construído na França entre os anos 60 e 80. Usado extensivamente pela Aeronavale, e por outras forças aéreas, notadamente a Sul-Africana e a Israelense. O Frelon serviu de base para o desenho do helicóptero pesado chinês AC-313.

O modelo é da Odd Ball Productions e este que vos escreve teve a honra de realiar a montagem beta do bichinho, bem como ajudar o design, o talentoso Aaron Murphy, recolorindo a criança nas cores e insginias exatas.

Este modelo em breve estará disponível para venda na ecardmodels.com, obviamente numa escala maior. Recomendo pois é um clássico da guerra fria.