Retrospectiva Modelista de 2013

Olá amigos!

Como de praxe no último dia do ano eu publico a retrospectiva modelista. 2013 foi um ano bom para o papel modelismo, espero que vocês se divirtam acompanhando a epopéia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA IMG_1182 IMG_0183_zps7081f925 IMG_0008_zps8df7f8a7O link para visualizar a retrospectiva é esse aqui: Retrospectiva Modelista

 

Um feliz 2014!

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 14 – Boeing Model 256

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 14 –

Boeing Model 256

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83. O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930. A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos. Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco. Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941. Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco. Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!! A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 9 – Nieuport 21E-1 (15 metros)

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 9 –

Nieuport 21E1

O Nieuport 21 foi um dos muitos representantes da família Nie 17/27, esta subvariante foi desenhada por Gustave Delage em 1916, tinha basicamente a mesma estrutura do Nieuport 17, porém era equipado com um motor Clerget 9C menos potente e um cownling semi aberto semelhante ao do Nieuport 11/16. O Nie 21 foi desenhado basicamente como uma variante de treinamento avançado de caça, porém a premência por caças durante o ano de 1917 acabou por colocar essa subvariante na linha de frente. A Russia Imperial produziu esse modelo sob licença (porém com um motor Le Rohne de 110hp) bem mais potente através da fabrica DUX e usou até o fim do Czarismo, alguns exemplares foram usados depois na guerra civil russa e na guerra Soviético-Polonesa de 1920, os Americanos também compraram grandes quantidades do modelo que usaram na França para treinar os seus pilotos. Após a guerra foi uma aeronave muito utilizada para treinamento avançado e como aeronave civil privada. Uma das primeiras coisas que a Missão Militar Francesa apontou no seu relatório premilinar ao Ministério da Guerra em 1919 quando se instalou era a necessidade de organizar-se o poderio militar do exército, a marinha já tinha começado a se equipar com aeronaves desde 1916 e o exécito após os malogros com o uso do avião para fins militares na campanha do Contestado em 1913, não quisera saber muito dessa nova arma de guerra, até que a maré da I Guerra tornou claro que o avião era uma das armas do futuro invariavelmente. Os franceses, trouxeram entre diversos equipamentos, um lote de 20 aeronaves Nie21E1 para instrução, pois os tipos iniciais de combate da Av Militar eram o SPAD 7 e os Breguet XIV. Todas ficaram baseadas no Campo dos Afonsos na Escola de Aviação Militar. Por ocasião da eclosão da revolução de 1924 em São Paulo, todos os aparelhos foram deslocados para Mogi das Cruzes para combater os revoltosos. Lá foram adicionadas metralhadoras Vickers e um rudimentar porta bombas. Participaram os seguintes pilotos: Capitão Alzir Mendes Rodrigues Lima, 1º Tenentes Bento Ribeiro Carneiro Monteiro, Cícero Odilon Mafra Magalhães e Abelardo Servílio de Mesquita, 2º Tenentes Sylvio Canizares da Veiga, 1º Sargentos Luiz Aurélio de Godoy e Vasconcellos, Thomaz Menna Barreto Monclaro e Adalberto Coelho da Silva, 2º Sargento Manoel Antonio Machado, 3º Sargento Synval de Castro e Silva Filho; entre os observadores estavam o Capitão Amílcar Sérgio Velloso Pederneiras, 1º Tenente Vasco Alves Secco e 2º Tenente Aluno Altivo dos Santos Halfeld. Foram cumpridas 21 missões de observação, bombardeio e de ligação no período de 19 a 28 de julho. Sendo realizadas durante esse conflito 21 sortidas de ataque, reconhecimento, ligação e bombardeiro. Conhecido na Av. Militar como “Nieuport 15 Metros” por causa da área alar, após a revolução os Nie 21 ficaram em serviço até 1930. Uma réplica desse avião com componentes originais compõem o acervo do Museu Aeroespacial(MUSAL).

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 1 – Focke Wulf FW 58B Weihe

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 1-

Focke-Wulf FW 58 Weihe –

Chamado também de “Leukoplast Bomber” (Bombardeiro de Esparadrapo) o FW 58 foi um importante avião para o esforço de guerra do Eixo durante o conflito de 1939-45, servindo como aeronave multi-uso, para treinamento, patrulha, transporte, missões especiais, ambulância aérea, avião agrícola. O Weihe foi amplamente utilizado pela Luftwaffe, por países alinhados à Alemanha Nazista e foi bastante exportado antes da guerra. A AN-MB (Aviação Naval da Marinha do Brasil), foi um dos usuários mais exóticos deste importante avião. Na segunda metade da década de 30 a Marinha assinou um importante contrato de modernização das suas aeronaves com a Focke-Wulf, deveriam ser produzidos no Brasil do treinador primário FW-44 até o quadrimotor FW-200. A Marinha Implementou a Fabrica do Galeão, iniciando a produção do FW-44 e do FW-58. A II Guerra impediu os planos da Marinha de produzir todos os modelos FW, mas a produção do Weihe no Brasil deu um enorme impulso a indústria aeronautica local. O primeiro lote feito antes de 1940 era somente montado aqui. Porém o 2º já com o nome da Marinha (Galeão D2Fw) era totalmente produzido aqui. Porém a interrupção da assistência técnica alemã em 1940, fez com que vários componentes desse segundo lote serem substituídos por nacionais, ou norte-americanos, elevando o peso do avião. Em 1942 todas as aeronaves foram passadas para a FAB sendo usadas no começo para patrulhas ASW e depois para aerofotogametria e treinamento avançado. Uma delas foi passada ao ministério da agricultura em 1947 e foi utilizada pelo serviço cartográfico fazendo os primeiros mapas aéreos de diversas regiões do Brasil. Hoje o único Weihe preservado em todo o Mundo encontra-se no nosso Museu Aeroespacial e é justamente esse avião que serviu ao ministério. O assunto do meu modelo é um FW-58 do primeiro lote nas cores da AN-MB baseado na base aeronaval do Galeão em 1940…

Dôssie Nieuport 21E1 “15 Metros” – Aviação Militar do Exército Brasileiro

Bem amigos e amigas, publiquei ontem e hoje um dôssie sobre a minha última montagem aqui no Blog, trata-se do Nieuport 21E1 da Aviação Militar do Exército , temos publicado galerias e artigos sobre o modelo, um dos que mais gostei de montar neste ano.

Galeria build in:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=2337

Galeria do modelo finalizado:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=2444

Artigo mostrando a história do modelo e seu uso na Aviação Militar:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=2472

Artigo mostrando a montagem passo a passo:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=2462

Lembrando que o passo a passo também foi publicado em vários foruns que participo como aqui no Clube do Canhão e no Papermodelers.com

http://www.clubedocanhao.com.br/forum3/viewtopic.php?f=49&t=3848

http://forum.plastibrasil.org/viewtopic.php?f=106&t=1140

http://www.papermodelers.com/forum/aviation/21090-nieuport-21e1-av-militar-marek-pericles-rare-rapaints.html

O modelo base é um repaint meu, feito em 2009:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=1157

Ele pode ser adquirido na ecardmodels: http://ecardmodels.com/nieuport-brazilian-p-1036.html

Lembrando que para fazer um Nie 21 correto é necessário adquirir o kit do Nieuport 11 do editor Der Kampfflieger http://ecardmodels.com/macchi-nieuport-11c1-italian-paper-model-p-2537.html

Uma boa leitura até a próxima!

Galeria do Nieuport 21E1

Bem amigos e amigas, segue a galeria do famoso Nieuport 21E1 da nossa aviação militar, conhecido também como Nieuport 15 metros, por causa de sua área alar… 😉

Galeria Build In – Nieuport 21

Bem amigos aqui temos a nossa galeria build in do Nieuport 21E1 espero que apreciem.

Antologia da Aviação Naval Nº 7 – Boeing Model 256

Dando continuidade a nossa antologia da aviação naval,  tratamos de  uma aeronave clássica e nas cores da nossa Aviação Naval. Falo do Boeing 256 (Versão de Exportação do F4B-4).

O Avião

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83.

Planta do Boeing P-12E do USAAC (Equivalente ao Boeing F4B3)

O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930.

A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos.

Boeing 256 (F4B4) nas cores da AN-MB, notem a insignia na forma de um falcão e a chave de arranque do motor posicionada.

Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco.

Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941.

Dois oficiais desconhecidos posando junto com um Model 256 (1C3)…

Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco.

Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!!

Os três malucos que voavam com os aviões presos por cordas…

A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização

Três 256 sobrevoando o litoral do Rio de Janeiro em meados da década de 30.

da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

O Modelo:

O meu modelo de papel é do afamado editor Der Kampffleiger originalmente nas escalas 1/48 e 1/72. É vendido na ecardmodels.com na forma de um pack em que se inclui a versão da Marinha. É um típico kit desse editor, com boas texturas, formers precisos e um interior razoavelmente detalhado, perfeito para a escala 1/100.

O Aviário (Armário) – Revisitado

No feriado de páscoa, seguindo as orientações gerais do meu plano de mudanças do cafofo de modelismo, resolvi tirar o meu velho armário em MDF onde guardo os meus modelos, que estava preso na parede e o transferi para a sala.

Essa grande idéia foi da minha mãe que numa atitude muito legal, me cedeu uma parte da sala de estar da nossa casa, para eu apresentar o trabalho do meu modelismo, tanto em plastimodelismo quanto em papel modelismo.

Muitas das minhas peças em papel, ainda não estão expostas pois tenho que as desembalar das caixas e containers, mas 80% da minha coleção está aberta aos convivas e vistantes da minha casa.

Foi um trabalho e tanto remover o armário, desmontar, limpar, remontar, mas penso que no final valeu a pena tanto esforço, pois realmente ficou muito bom.

Com a ajuda da minha companheira fizemos a empreitada nesse feriado com belos resultados como vocês podem ver…

Uma visão geral do armário, que aéreo estava se estragando por causa do peso e do pó...

Close na parte direita destinada a coleção de papermodels na 1/100, as prateleiras estão mais ou menos separadas por temas...

Área Sci-Fi multimédia e Plastimodelismo nas escalas 1/72 e 1/48

Ficou lindo não?? Até a próxima…

Antologia da Aviação Naval – Vol 2 – Focke Wulf FW-58 Weihe

O segundo modelo apresentado na antologia, é um tanto quanto estranho, pois é um avião de base terrestre, que a Aviação Naval da Marinha do Brasil (AN-MB) utilizou nos anos anteriores a II Guerra Mundial (1939-1945), como avião de treinamento avançado e patrulha marítima. Falamos do Focke Wulf FW 58 Weihe.

O Avião:

Este pequeno bimotor era chamado pelos alemães de “Leukoplast Bomber” (Bombardeiro de Esparadrapo), por causa de sua frágil aparência por ter uma construção mista de madeira, tela e metal. No entanto o FW 58 (um dos primeiros projetos do afamado Kurt Tank, criador do caça FW-190) foi uma versátil máquina utilitária que prestou durante a II Guerra grandes serviços a aviação do Eixo nas mais variadas funções que iam de ataque a partisans, a controle de pragas.

A história do FW 58 na Marinha começou em meados dos anos 30, quando a AN MB sentiu a necessidade de renovar a sua frota, extremamente heterogênea e composta por tipos inadequados ou obsoletos. Inicialmente a Marinha voltou-se a industria aeronáutica norte-americana, especializada em longa data em aviões navais, porém a Marinha tinha planos mais ambiciosos do que simplesmente comprar os aviões, ela queria os fabricar aqui.

As negociações nos EUA não avançaram, e isso praticamente jogou a Marinha Brasileira nas mãos dos Alemães. Naquele tempo a Alemanha Nazista necessitava de apoio internacional e tinha grande interesse em manter e estreitar as relações com a América do Sul, que naquele tempo tinha um cadinho de governos populistas e totalitários de extrema direita. O Brasil com a ditadura Vargas não era diferente. Assim após tratativas com a FW ficou estabelecida uma parceria onde a Marinha construiria uma Fábrica com todas as obras civis relacionadas (a Famosa Fábrica do Galeão) e a FW entraria com a matrizaria, treinaria e formaria técnicos especializados e daria Feedback necessário para a produção.

Ficou acertado que seria produzido no Brasil os seguintes modelos: FW-44 e 56 de treinamento, o FW 58 de bombardeiro e treinamento avançado e finalmente o FW 200 Condor adaptado para patrulha!

Por uma série de razões apenas o FW 44 e 58 foram produzidos aqui, entre essas a percepção que a Marinha teve que a Guerra seria mundial, e por conta disso acelerou os planos de produção pulando a produção do FW 56 e iniciando a do FW 58.

As máquinas brasileiras, foram usadas de 1940 à 1952 inicialmente pela AN-MB e posteriormente pela FAB na função de patrulha ASW, nos anos da guerra e depois desta nas funções de aerofotogametria e transporte leve. Os Weihe produzidos localmente eram conhecidos como Galeão D2FW.

O Modelo:

O meu modelo do Focke Wulf FW 58 representa justamente umas das máquinas da AN-MB operadas entre 1940 e 1941, dentro do primeiro lote montado aqui, as cores extremamente vistosas copiavam os esquemas de cores da Marinha Norte-Americana, dos anos do Pré-Guerra.

O modelo foi desenhado pelo  Carlos Liberato, apesar de simples é muito bonito e com belas texturas, capturando literalmente todos os detalhes do modelo, apesar de existirem algumas dificuldades de encaixe e não ter instruções é mais ou menos auto-intuitivo.

Este modelo estava disponível no site FAB in Paper, mas atualmente o site não mantém os arquivos disponíveis. Já questionei o designer sobre a permissão de distribuir os modelos dele (ele tem outros aviões utilizados pela nossa Aviação Militar) mas nunca obtive retorno, então por favor sem comentários solicitando o modelo, pois não será disponibilizado de forma alguma.