Novo Modelo Finalizado – Grumman TBF-1C Avenger

Ola a todos e todas!

Eis o meu último modelo adicionado à coleção, trata-se do clássico da II Guerra Mundial,  Grumman TBF-1C Avenger.

9247bc54e2f55f26658694679afad1ef O grande torpedeiro da marinha americana Grumman TBF-1C Avenger, desenvolvido pela famosa Grumman Aircraft, essa aeronave substituiu a partir de 1942 os Douglas TBD-1 Devastator e foi uma das aeronaves vencedoras da II Guerra Mundial, sendo utilizada tanto na batalha do Atlântico contra a força de submarinos da Kriegsmarine, quanto contra a Marinha Imperial Japonesa, foi a aeronave do presidente George Bush (pai) que era piloto de TBM, e foi esse com esse tipo de aeronave que o fatídico vôo FT-28 desapareceu no misterioso Triângulo das Bermudas, quando uma esquadrilha inteira deles sumiu. Após a Guerra um sem número de nações usaram o Avenger para guerra ASW, AEW, COD. A AN-MB (Aviação Naval da Marinha do Brasil) teve alguns exemplares desse grande avião em todos os sentidos que operaram brevemente no NAeL Minas Gerais. O modelo está com asas dobradas o que é comum em aeronaves navais para estocagem e hangaragem. Beta model do designer Nobi na escala 1/100.

Aspectos da Montagem

Modelo Finalizado

Até a próxima pessoal! 😉

Ahhh lembrando, que esse modelo pode ser baixado gratuitamente na Thaipaperwork Store, clique aqui.

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 14 – Boeing Model 256

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 14 –

Boeing Model 256

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83. O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930. A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos. Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco. Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941. Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco. Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!! A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 1 – Focke Wulf FW 58B Weihe

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 1-

Focke-Wulf FW 58 Weihe –

Chamado também de “Leukoplast Bomber” (Bombardeiro de Esparadrapo) o FW 58 foi um importante avião para o esforço de guerra do Eixo durante o conflito de 1939-45, servindo como aeronave multi-uso, para treinamento, patrulha, transporte, missões especiais, ambulância aérea, avião agrícola. O Weihe foi amplamente utilizado pela Luftwaffe, por países alinhados à Alemanha Nazista e foi bastante exportado antes da guerra. A AN-MB (Aviação Naval da Marinha do Brasil), foi um dos usuários mais exóticos deste importante avião. Na segunda metade da década de 30 a Marinha assinou um importante contrato de modernização das suas aeronaves com a Focke-Wulf, deveriam ser produzidos no Brasil do treinador primário FW-44 até o quadrimotor FW-200. A Marinha Implementou a Fabrica do Galeão, iniciando a produção do FW-44 e do FW-58. A II Guerra impediu os planos da Marinha de produzir todos os modelos FW, mas a produção do Weihe no Brasil deu um enorme impulso a indústria aeronautica local. O primeiro lote feito antes de 1940 era somente montado aqui. Porém o 2º já com o nome da Marinha (Galeão D2Fw) era totalmente produzido aqui. Porém a interrupção da assistência técnica alemã em 1940, fez com que vários componentes desse segundo lote serem substituídos por nacionais, ou norte-americanos, elevando o peso do avião. Em 1942 todas as aeronaves foram passadas para a FAB sendo usadas no começo para patrulhas ASW e depois para aerofotogametria e treinamento avançado. Uma delas foi passada ao ministério da agricultura em 1947 e foi utilizada pelo serviço cartográfico fazendo os primeiros mapas aéreos de diversas regiões do Brasil. Hoje o único Weihe preservado em todo o Mundo encontra-se no nosso Museu Aeroespacial e é justamente esse avião que serviu ao ministério. O assunto do meu modelo é um FW-58 do primeiro lote nas cores da AN-MB baseado na base aeronaval do Galeão em 1940…

Antologia da Aviação Naval – Vol 2 – Focke Wulf FW-58 Weihe

O segundo modelo apresentado na antologia, é um tanto quanto estranho, pois é um avião de base terrestre, que a Aviação Naval da Marinha do Brasil (AN-MB) utilizou nos anos anteriores a II Guerra Mundial (1939-1945), como avião de treinamento avançado e patrulha marítima. Falamos do Focke Wulf FW 58 Weihe.

O Avião:

Este pequeno bimotor era chamado pelos alemães de “Leukoplast Bomber” (Bombardeiro de Esparadrapo), por causa de sua frágil aparência por ter uma construção mista de madeira, tela e metal. No entanto o FW 58 (um dos primeiros projetos do afamado Kurt Tank, criador do caça FW-190) foi uma versátil máquina utilitária que prestou durante a II Guerra grandes serviços a aviação do Eixo nas mais variadas funções que iam de ataque a partisans, a controle de pragas.

A história do FW 58 na Marinha começou em meados dos anos 30, quando a AN MB sentiu a necessidade de renovar a sua frota, extremamente heterogênea e composta por tipos inadequados ou obsoletos. Inicialmente a Marinha voltou-se a industria aeronáutica norte-americana, especializada em longa data em aviões navais, porém a Marinha tinha planos mais ambiciosos do que simplesmente comprar os aviões, ela queria os fabricar aqui.

As negociações nos EUA não avançaram, e isso praticamente jogou a Marinha Brasileira nas mãos dos Alemães. Naquele tempo a Alemanha Nazista necessitava de apoio internacional e tinha grande interesse em manter e estreitar as relações com a América do Sul, que naquele tempo tinha um cadinho de governos populistas e totalitários de extrema direita. O Brasil com a ditadura Vargas não era diferente. Assim após tratativas com a FW ficou estabelecida uma parceria onde a Marinha construiria uma Fábrica com todas as obras civis relacionadas (a Famosa Fábrica do Galeão) e a FW entraria com a matrizaria, treinaria e formaria técnicos especializados e daria Feedback necessário para a produção.

Ficou acertado que seria produzido no Brasil os seguintes modelos: FW-44 e 56 de treinamento, o FW 58 de bombardeiro e treinamento avançado e finalmente o FW 200 Condor adaptado para patrulha!

Por uma série de razões apenas o FW 44 e 58 foram produzidos aqui, entre essas a percepção que a Marinha teve que a Guerra seria mundial, e por conta disso acelerou os planos de produção pulando a produção do FW 56 e iniciando a do FW 58.

As máquinas brasileiras, foram usadas de 1940 à 1952 inicialmente pela AN-MB e posteriormente pela FAB na função de patrulha ASW, nos anos da guerra e depois desta nas funções de aerofotogametria e transporte leve. Os Weihe produzidos localmente eram conhecidos como Galeão D2FW.

O Modelo:

O meu modelo do Focke Wulf FW 58 representa justamente umas das máquinas da AN-MB operadas entre 1940 e 1941, dentro do primeiro lote montado aqui, as cores extremamente vistosas copiavam os esquemas de cores da Marinha Norte-Americana, dos anos do Pré-Guerra.

O modelo foi desenhado pelo  Carlos Liberato, apesar de simples é muito bonito e com belas texturas, capturando literalmente todos os detalhes do modelo, apesar de existirem algumas dificuldades de encaixe e não ter instruções é mais ou menos auto-intuitivo.

Este modelo estava disponível no site FAB in Paper, mas atualmente o site não mantém os arquivos disponíveis. Já questionei o designer sobre a permissão de distribuir os modelos dele (ele tem outros aviões utilizados pela nossa Aviação Militar) mas nunca obtive retorno, então por favor sem comentários solicitando o modelo, pois não será disponibilizado de forma alguma.