Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 14 – Boeing Model 256

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 14 –

Boeing Model 256

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83. O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930. A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos. Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco. Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941. Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco. Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!! A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

 

Antologia da Aviação Naval Nº 7 – Boeing Model 256

Dando continuidade a nossa antologia da aviação naval,  tratamos de  uma aeronave clássica e nas cores da nossa Aviação Naval. Falo do Boeing 256 (Versão de Exportação do F4B-4).

O Avião

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83.

Planta do Boeing P-12E do USAAC (Equivalente ao Boeing F4B3)

O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930.

A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos.

Boeing 256 (F4B4) nas cores da AN-MB, notem a insignia na forma de um falcão e a chave de arranque do motor posicionada.

Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco.

Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941.

Dois oficiais desconhecidos posando junto com um Model 256 (1C3)…

Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco.

Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!!

Os três malucos que voavam com os aviões presos por cordas…

A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização

Três 256 sobrevoando o litoral do Rio de Janeiro em meados da década de 30.

da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

O Modelo:

O meu modelo de papel é do afamado editor Der Kampffleiger originalmente nas escalas 1/48 e 1/72. É vendido na ecardmodels.com na forma de um pack em que se inclui a versão da Marinha. É um típico kit desse editor, com boas texturas, formers precisos e um interior razoavelmente detalhado, perfeito para a escala 1/100.

Um Artigo e uma Nova Galeria.

Para dar uma agitada nesse blog apresento um novo artigo, na seção Série Máquina-História-Modelos, trata-se do clássico norte-americano dos anos 30, o pequeno caça biplano Boeing F4B4, nas cores esotéricas da nossa AN-MB (Aviação Naval da Marinha do Brasil) o artigo pode ser visualizado aqui.

Este foi o primeiro modelo que montei em 2012, para um GB no fórum Panzer Model específico sobre a Aviação Naval, foi uma experiencia interessante, em breve devo postar o PaP da montagem desse modelo, por enquanto fiquem com a galeria do modelo finalizado. Como sempre reduzido a minha escala constante de coleção: 1/100.

Um abraço a todos.