Antologia da Aviação Naval – Vol. 6 – Fairey IIID “Santa Cruz”

O nosso sexto volume da Antologia da Aviação Naval, traz um artigo já publicado no Blog sobre o notável scout naval inglês do período entre-guerras, o Fairey IIID, e da aventura particular de Portugal em embretar-se numa aventura aérea em plena década de 20.

O Avião:

Muita gente tem uma tendência, mesmo no Brasil em achar que Charles Lindenberg foi o cara que efetivamente conseguiu cruzar o Atlântico pela primeira vez, não desmerecendo, o feito do americano, o fato é que ele foi o primeiro a fazer em um vôo “non stop” a viagem da América do Norte a Europa em 1927, porém os primeiros mesmos a cruzar o Atlântico, foram o tenente Sacadura Cabral e o almirante Gago Coutinho em 1922.

III
A aventura…

As figuras, Gago Coutinho, morreu velho em 1959, Sacadura Cabral desapareceu no Mar do Norte em 1924, nunca foi achado o seu cadáver...

O Almirante Gago Coutinho, foi um grande geógrafo, responsável por muitas cartas modernas de territórios inóspitos na África e na Ásia quando eram possessões portuguesas, inventou entre outras coisas o sextante moderno de navegação, utilizado até hoje. Com esta invenção eles realizaram o vôo histórico, navegando pelas estrelas e pelo sol.

O Lusitânia decolando da Foz do Tejo em 30 de março de 1922, note a Torre de Belém ao fundo…

O primeiro Fairey IIID preparado para o vôo foi batizado de “Lusitânia”, esse avião foi perdido na primeira parte do trajeto, este Fairey tinha as asas alongadas para realizar o tento, depois os dois aviadores utilizaram mais um Fairey, o “F-401″ que também foi perdido em um acidente. O lusitânia se arrebentou nos rochedos de São Pedro e o “F-401″ em Fernando de Noronha após uma pane seca, com o “Lusitânia” foi feita a maior parte da viagem.

Com o acidente do segundo IIID, a Marinha Portuguesa despachou um terceiro batizado de “Santa Cruz” que fez o trecho final da viagem pelo litoral Brasileiro, dando às caras no Rio de Janeiro. Este avião encontra-se lindamente preservado no Museu da Marinha em Lisboa.

O Santa Cruz preservado, é impressionante a qualidade de conservação, 98% do avião é original.

Ao contrário de nós, que simplesmente deixamos durante muito tempo para trás a epopéia de João de Barros e o SM-55 “Jahú” que foi outro pioneiro da travessia do Atlântico, os portugueses reverenciam essas duas grandes personalidades, com belos monumentos e na sua numismática…

Selo postal português mostrando o Santa Cruz, que ficou mais famoso por ter terminado o trajeto, embora o Lusitânia foi o maior herói…

Cédula de 20 escudos (antes da implantação do Euro)

Monumento alusivo ao grande feito

Falando um pouco sobre o avião, o Fairey IIID foi ainda desenvolvido durante a I Guerra Mundial, como um provável substituto do Short 184, infelizmente este chegou tarde demais para participar do conflito, de modo que acabou entrando em serviço na FAA e na RAF no início da década de 20. Suas boas caracteristicas de vôo, uma célula quase modular e a possibilidade de intercambiar os flutuadores com trens de pouso, permitiram que a Fairey fosse desenvolvendo versões cada vez mais competitivas, sendo que as versões D e F foram exportadas para vários países com diferentes plantas motrizes. Um desenvolvimento da IIIF, o Fairey Gordon foi usado pela nossa Aviação Naval de 1932 à 1940, mas isso já é outra história…

O Modelo:

O modelo montado foi repintado por mim no Corel Draw X3 e está a venda na Ecardmodels , aqui. Foi projetado por Jim Fairges da pequena mas muita ativa firma Lad ‘N’ Dad, representa muito bem os Fairey IIID e F, o modelo original estava nas cores do Serviço Aéreo Naval Australiano originalmente, tudo que fiz foi repintar nas cores da Armada Portuguesa, detalhei a montagem dele em vários fóruns como no do CCCP, Panzer Model Forum, Papermodelers.com e Modelismo na Net

Adoro montar biplanos, e eles quando finalizados chamam muito a atenção, aqui, tem um PaP da montagem do Fairey IIID, espero que inspire os amigos modelistas a montarem os seus próprios trabalhos. Até a próxima.

Um Fresquinho da Bancada: Um brutamonte da US. Navy: North American AJ-2 Savage

Bem amigos! Mais um modelo finalizado, em fevereiro e março o ritmo de montagem deu uma baixada, mas estamos aqui com novidades, dessa vez o modelo 1/100 da vez não é minusculo, pois trata-se do grande bombardeiro naval AJ-2 Savage, operado pela Marinha dos EUA nos anos 50 e 60.

O modelo é do meu grande amigo Aaron Murphy e foi montado para o concurso Oddballrama Contest, promovido pela comunidade Papermodelers.

Para quem quiser acompanhar o PaP dessa montagem no fórum do Clube do Canhão tem todos os detalhes para vocês. Divirtam-se

Ah o modelo está a venda na ecardmodels.

Em breve teremos um artigo na Antologia da Aviação Naval sobre esse bichão. Até lá!

A Minha Magnus Opus do Semestre: Caproni Ca 3

Gente na semana passada, finalizei o famoso bombardeiro trimotor da I Guerra Mundial (1914-1918), o Caproni Ca 3, de origem italiana, foi um dos mais eficientes bombardeiros dos aliados, usado extensivamente pelos italianos no fronte sul contra o Império Austro-Hungaro de 1916 à 1918.  O desing do Ca 3 era tão acertado que o bicho ficou em operação com os italianos até 1926…

 

O PaP desse modelo editado pelo Der Kampfflieger,  foi postado em quatro fóruns diferentes: aqui mesmo no Clube do Canhão, no Panzermodel Fórum, no Modelismo na Net e finalmente no Papermodelers.com, em qualquer desses endereços voces acompanham a montagem realizada do carnaval até agora. Em breve uma matéria especial da montagem do bichinho aqui na seção do Taller del Peres…

Até la!

E O Taller del Peres a milhão…

Bem amigos! O Taller del Peres orgulhosamente apresenta o passo a passo da montagem do FW TA-183 na 1/100 do editor Der kampfflieger. Esse PaP foi originalmente publicado no fórum do Clube do Canhão, mas agora está aqui para a consulta permanente de vocês. Já falei sobre esse avião a reportagem vocês podem olhar aqui. Já a consulta desse passo a passo pode ser vista aqui.

Eis os resultados da 1ª Oficina de Papelmodelismo do Clube do Canhão e os seus Desdobramentos

Olá pessoal!

Com a devida permissão, dos meus “alunos” (que de alunos não tem mais nada) estou postando aqui os trabalhos que ou estão finalizados, ou ainda estão sendo desenvolvidos por eles. No sábado passado tivemos a continuidade da oficina, na reunião do Clube do Canhão, mesmo abaixo de um calor senegalesco (como diria o meu pai), a oficina esteve dividida em trabalhos com resina e papermodels. Uma tarde divertida e feliz…

Porém vamos ao que interessa as fotos :)

Primeiramente as da nossa oficina de papel saariana 😉

Bancada a sombra e ao ar livre, Guima e Joel no modelos de papel…
Quando veio o temporal tivemos que transferir a bancada para uma das batcavernas do nosso anfitrião, e lá continuamos o trabalho…
Guima Grudado no Planador Goa”Uld
Joel atacando já no seu segundo modelo…
O “professor” cortando as peças do Breda 65 na 1/100, suando em picas…

E agora uma mostra dos trabalhos dos meus pupilos…

Montagem do Hansa Brandenburg “Star Strutter” do Petuco – Modelo 1/48 Editor – Der Kampfflieger
Rodas e eixo, trabalho excelente de lâminação…
Construção da asa superior, não deve nada para papel modelistas experientes, olhem a limpeza da montagem…

Mais algumas fotos do Star  Strutter

O trabalho do Petuco ficou muito bom,  limpo e extremamente real, não devendo nada aos grandes mestres da Polônia e da Alemanha na “arte”,  para um primeiro modelo está fantástico, simplesmente fantástico… :)

O Nieuport 23 do Joca, modelo do Editor Models by Marek, escala 1/50.

Notem o traalho extremamente limpo nas asas e sem enpenos, um dos grandes problemas dos principiantes...

Apesar de não ter muitos avanços desse aluno (que está ocupado com outros projetos modelisticos importantes), os indicativos são promissores… 😉 Considerando que ele é um grande scratchbuilder…

Apresento por enquanto o único modelo terminado, trata-se do Machi MC-200 Saetta na escala 1/50 do editor Marek Pacynski do Joel Antilles, ele se puxou, pois escolheu um modelo dificil para principiantes mas  os resultados, para um primeiro modelo estão muito bons, a unica coisa a corrigir nos próximos é o uso da cola, pois cola branca mancha o papel…

Nas fotos abaixo o desenvolvimento da montagem do modelo do Joel…

Ficou muito bom Joel, embora recomendo na próxima não usar a caneta preta pra cobrir as linhas brancas de corte…

Por último o modelo do meu aluno retardatário, que não pode comparecer na primeira aula por motivos profissionais, mas aprendeu ligeirinho. O Guima foi o unico que adentrou no braco com um modelo de ficção científica, simples porém altamente efetivo, ele foi para a oficina com um planador Goa’uld (Death Glider) da série Stargate SG-1, o modelo foi desenvolvido por Paragon e é simples porém ideal para aprender…

O Guima praticamente terminou o modelo faltando apenas os canhões e desenvolveu um estilo próprio na montagem com algumas idéias que gostei, e um detalhe: ele pretende usar o modelo de papel como master para realizar um scratch do Death Glider em plástico :)

Bem amigos é isso de momento, espero que tenham gostado, da minha parte posso dizer que estou muito satisfeito com a oficina, para mim ela mostrou que modelistas talentosos no plasti conseguem colocar o seu expertize em qualquer mídia,  inclusive no papel…