Retrospectiva Modelista de 2013

Olá amigos!

Como de praxe no último dia do ano eu publico a retrospectiva modelista. 2013 foi um ano bom para o papel modelismo, espero que vocês se divirtam acompanhando a epopéia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA IMG_1182 IMG_0183_zps7081f925 IMG_0008_zps8df7f8a7O link para visualizar a retrospectiva é esse aqui: Retrospectiva Modelista

 

Um feliz 2014!

Novo modelo finalizado: Fokker B I (M7) na escala 1/100

Bem amigos mais um finalizado, estou limpando a área para retomar as montagens mais antigas e projetos antigos. :wink:

O Fokker BI (M7) é um dos tipos mais desconhecidos de aeronaves que foram utilizadas pelo alemães durante a I Guerra Mundial. Utilizado para observação e reconhecimento, o BI teve uma pequena produção de apenas 14 unidades para a Marinha Imperial Alemã e foi usado de 1914 a 1916. Era basicamente um fuselagem do Fokker EI com asas sesquiplanas, observem o complexo cabeamento que objetiva basicamente a vergar a asa inteira que funcionava como um aileron. Modelo do Editor DGA, reduzido para a escala 1/100.

 

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Comparações com o Fokker EIII, o parentesco é evidente…

 

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Comparações de tamanho. Aviões da I guerra na escala 1/100 são pequenos. :wink:

 

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Até o proximo update.

100 Modelos 1/100 – Dia 20 – Siemens Shuckert R 1

Os Modelos da Minha Coleção – dia 20 –

Siemens Schuckert R-1

A história desse monstro para lá de feio, começou em 1914 quando a Siemens começou a projetar a sua série R, o R é a abreviação de Riesenflugzeug – Avião Gigante, de bombardeiros estratégicos. O projeto tinha várias características avançadas e incomuns, como sistema motriz interconectado, gerando energia para as hélices através de diferenciais, cockpit fechado, e a grande maioria dos cabos de comando internos. Além de ter uma cauda com duas hastes sobrepostas, uma característica de design única. Apesar do tamanho gigantesco essas bestas feias e grandes, foram produzidas em pouca quantidade se destinando apenas para treinamento, com exceção das máquinas da séries V VI e VII, que foram utilizadas pela Rfa 501 em combate…

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 9 – Nieuport 21E-1 (15 metros)

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 9 –

Nieuport 21E1

O Nieuport 21 foi um dos muitos representantes da família Nie 17/27, esta subvariante foi desenhada por Gustave Delage em 1916, tinha basicamente a mesma estrutura do Nieuport 17, porém era equipado com um motor Clerget 9C menos potente e um cownling semi aberto semelhante ao do Nieuport 11/16. O Nie 21 foi desenhado basicamente como uma variante de treinamento avançado de caça, porém a premência por caças durante o ano de 1917 acabou por colocar essa subvariante na linha de frente. A Russia Imperial produziu esse modelo sob licença (porém com um motor Le Rohne de 110hp) bem mais potente através da fabrica DUX e usou até o fim do Czarismo, alguns exemplares foram usados depois na guerra civil russa e na guerra Soviético-Polonesa de 1920, os Americanos também compraram grandes quantidades do modelo que usaram na França para treinar os seus pilotos. Após a guerra foi uma aeronave muito utilizada para treinamento avançado e como aeronave civil privada. Uma das primeiras coisas que a Missão Militar Francesa apontou no seu relatório premilinar ao Ministério da Guerra em 1919 quando se instalou era a necessidade de organizar-se o poderio militar do exército, a marinha já tinha começado a se equipar com aeronaves desde 1916 e o exécito após os malogros com o uso do avião para fins militares na campanha do Contestado em 1913, não quisera saber muito dessa nova arma de guerra, até que a maré da I Guerra tornou claro que o avião era uma das armas do futuro invariavelmente. Os franceses, trouxeram entre diversos equipamentos, um lote de 20 aeronaves Nie21E1 para instrução, pois os tipos iniciais de combate da Av Militar eram o SPAD 7 e os Breguet XIV. Todas ficaram baseadas no Campo dos Afonsos na Escola de Aviação Militar. Por ocasião da eclosão da revolução de 1924 em São Paulo, todos os aparelhos foram deslocados para Mogi das Cruzes para combater os revoltosos. Lá foram adicionadas metralhadoras Vickers e um rudimentar porta bombas. Participaram os seguintes pilotos: Capitão Alzir Mendes Rodrigues Lima, 1º Tenentes Bento Ribeiro Carneiro Monteiro, Cícero Odilon Mafra Magalhães e Abelardo Servílio de Mesquita, 2º Tenentes Sylvio Canizares da Veiga, 1º Sargentos Luiz Aurélio de Godoy e Vasconcellos, Thomaz Menna Barreto Monclaro e Adalberto Coelho da Silva, 2º Sargento Manoel Antonio Machado, 3º Sargento Synval de Castro e Silva Filho; entre os observadores estavam o Capitão Amílcar Sérgio Velloso Pederneiras, 1º Tenente Vasco Alves Secco e 2º Tenente Aluno Altivo dos Santos Halfeld. Foram cumpridas 21 missões de observação, bombardeio e de ligação no período de 19 a 28 de julho. Sendo realizadas durante esse conflito 21 sortidas de ataque, reconhecimento, ligação e bombardeiro. Conhecido na Av. Militar como “Nieuport 15 Metros” por causa da área alar, após a revolução os Nie 21 ficaram em serviço até 1930. Uma réplica desse avião com componentes originais compõem o acervo do Museu Aeroespacial(MUSAL).

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 8 – Caproni Ca 3

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 8 –

Caproni Ca 3

Esse bombardeiro estratégico, desenvolvido em sucessivas séries pelos italianos, é considerado um dos mais exitosos bombardeiros aliados. A força aérea italiana os usou no teatro de operações dos Alpes contra objetivos do Império Austro-Húngaro, em missões extremamente difíceis, num teatro de operações perigosamente inóspito no que tange ao clima, considerando a fragilidade desses aparelhos. A Itália os usou também no pós guerra, nas suas primeiras incursões contra a África na década de 1920. Alguns modelos aperfeiçoados como o Ca 4 e 5 foram exportados para os EUA e para a França…

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 5 – Nieuport 24

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 5-

Nieuport 24

A série 24/27 foi um desenvolvimento final da clássica série Nieuport 17, o seu genial projetista Gustave Delage, procurou tornar o desenho básico do Nie 17 mais competitivo, assim foi desenvolvida uma nova fuselagem e uma nova cauda para poder acomodar um motor Lê Rhone mais potente. O armamento foi revisado para uma ou duas metralhadoras Vickers, ou uma combinação de uma metralhadora Vickers no nariz e um Lewis em um reparo Foster em cima da asa superior.
Apesar de ser amplamente empregado pelos Franceses, pelo RFC pela Itália e pela URSS, o Nie 24 nunca foi um sucesso como outros caças aliados como o Camel, SPAD e o Se5a, porém a sua ampla produção fez com que ele se tornasse um dos principais caças do período de 1917-1918 sendo amplamente empregado aṕos o conflito por diversos países na década de 1920. A decoração do meu modelo, representa o avião da Esquadrille 75S pilotado pelo ás francês William Herrison, que terminou a guerra com 11 vitórias confirmadas.

Galeria Fokker EIII na escala 1/100

Bem amigos e amigas, mais umas fotos da montagem do Fokker EIII, espero que vocês gostem, apesar do tempo consumido para montar e o longo intervalo entre a paralisação e a retomada da montagem eu gostei muito dos resultados. Lembrem-se que esse é um modelo complexo na escala 1/33 que foi reduzido para a 1/100…

Um clássico adicionado a coleção Fokker EIII ( na escala 1/100)

Amigos

Esse modelo ficou longo tempo sendo gestionado na minha bancada. É um daqueles experimentos em reduzir um modelo na escala 1/33 para a escala 1/100. O assunto da vez é o clássico Fokker EIII, a mais famosa variante da serie Eindecker (uma asa em alemão) utilizada pelas potências centrais durante a I guerra mundial (1914-1918). Como sabemos este pequeno monoplano foi o primeiro avião militar equipado com um interruptor de disparos na metralhadora, o que permitia o disparo sincronizado através do eixo da hélice sem danificar as pás. Essa invenção foi o que permitiu uma revolução no combate aéreo, pois agora era possivel mirar com o proprio avião. Em 1915/16 os alemães obtiveram total supremacia no ar, as perdas para os aliados foram tão assustadoras que os chefes do RFC (Royal Flying Corps) foram chamados à Camara dos Comuns para dar explicações  sobre a perda de tantos pilotos e aeronaves. A imprensa inglesa e francesa, chamou o EIII de “flagelo Fokker”. O surgimento do Nie 11 e posteriormente do Nie 17 aos poucos acabou deixando o EIII obsoleto, no entanto os alemães colocaram outros tipos extraordinários em vôo como o Fokker DR I e o DVII e a balança da guerra aérea novamente ficou em um equilibrio, mas isso é outra história.

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Falando sobre o modelo, o meu EIII é do e-editor “Modele Kartonowe”, é um modelo de grande qualidade e gratuito vocês encontram diversas versões para download aqui. O original é na escala 1/33, mas eu reduzi para a 1/100. Obvio que um modelo detalhado como esse, é impossivel reproduzir todos os elementos que compõem esses  mesmos detalhes em papel, então alguns desses elementos ou foram omitidos por não aparecerem ou foram substituidos por outros materiais (como metal)  para serem melhor reproduzidos na escala.

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A estrutura interna foi lâminada com papel 240g e as demais peças foram impressas numa Epson C-92 em modo fotográfico, o trem de pouso foi substituido inteiramente por arame ortodôntico revestido com papel de enrolar sapatos. Posteriormente pintado com tinta acrílica. O que chama a atenção neste  é a grande concentração de cabos tirantes, em geral esses cabos eram utilizadas para deformar a asa que funcionava toda ela como um grande aileron, este era um método construtivo comun, que foi inventado por Santos Dumond e que estava presente em vários aviões do período anterior a Grande Guerra e em tipos contemporâneos do EIII como o Morane Saulnier Type L e N, o Mosva MB e outros tipos que não me ocorrem agora. Para simular os cabos usamos o material de sempre: aço cirurgico colado por segmento com cola de cianocrilato em gel.

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A versão escolhida é bem típica do meu espiríto esotérico, optei por uma aeronave camuflada em verde e mauve pertencente ao Serviço Aéreo da Marinha Imperial Alemã. registrada com o número LF 70 pertencente ao F.Fl.Abt. 9b, pilotada pelo  Lt Rauschke em 1916. No futuro pretendo fazer outras aeronaves EIII, pelos mais duas uma do começo do conflito em linen e outra pilotada por Ernest Udet (gosto muito da história desse piloto), já que o EI e o EII quero fazer de Boelcke e do Max Immelmman. Mas isso é outro plano.

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Dôssie Nieuport 21E1 “15 Metros” – Aviação Militar do Exército Brasileiro

Bem amigos e amigas, publiquei ontem e hoje um dôssie sobre a minha última montagem aqui no Blog, trata-se do Nieuport 21E1 da Aviação Militar do Exército , temos publicado galerias e artigos sobre o modelo, um dos que mais gostei de montar neste ano.

Galeria build in:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=2337

Galeria do modelo finalizado:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=2444

Artigo mostrando a história do modelo e seu uso na Aviação Militar:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=2472

Artigo mostrando a montagem passo a passo:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=2462

Lembrando que o passo a passo também foi publicado em vários foruns que participo como aqui no Clube do Canhão e no Papermodelers.com

http://www.clubedocanhao.com.br/forum3/viewtopic.php?f=49&t=3848

http://forum.plastibrasil.org/viewtopic.php?f=106&t=1140

http://www.papermodelers.com/forum/aviation/21090-nieuport-21e1-av-militar-marek-pericles-rare-rapaints.html

O modelo base é um repaint meu, feito em 2009:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=1157

Ele pode ser adquirido na ecardmodels: http://ecardmodels.com/nieuport-brazilian-p-1036.html

Lembrando que para fazer um Nie 21 correto é necessário adquirir o kit do Nieuport 11 do editor Der Kampfflieger http://ecardmodels.com/macchi-nieuport-11c1-italian-paper-model-p-2537.html

Uma boa leitura até a próxima!

Galeria do Nieuport 21E1

Bem amigos e amigas, segue a galeria do famoso Nieuport 21E1 da nossa aviação militar, conhecido também como Nieuport 15 metros, por causa de sua área alar… 😉