Retrospectiva Modelista de 2013

Olá amigos!

Como de praxe no último dia do ano eu publico a retrospectiva modelista. 2013 foi um ano bom para o papel modelismo, espero que vocês se divirtam acompanhando a epopéia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA IMG_1182 IMG_0183_zps7081f925 IMG_0008_zps8df7f8a7O link para visualizar a retrospectiva é esse aqui: Retrospectiva Modelista

 

Um feliz 2014!

Um Review Choroski Modelbud – Nakajima A4N1 1/72 – Resina

Existe um ramo alternativo do plastimodelismo muito interessante que são os kits em resina, em geral eles retratam aeronaves raras que não foram ainda feitas por empresas que fazem modelos de plástico injetado. Uma das marcas mais famosas dos mercado é a Polonesa Choroski Modelbud, que está no ramo desde a década de 90 e tem o seu foco principalmente em modelos 1/72 de aeronaves da I guerra mundial e dos anos entre-guerras.

Ano passado importei direto do fabricante o kit do Nakajima A4N1 na escala 1/72. Esse caça é o equivalente japonês do Boeing F4B. A compra foi feita via paypal, preço em conta e frete barato. Chegou em pouco mais de 17 dias

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As instruções são pobrinhas, mas os decais me pareceram muito bons, no nível da Microscale, CAM os novos da FCM e outras marcas consagradas.

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Aproveitei no embalo e também comprei no ML uma cola de cianocrilato Tek Bond com ultraviscosidade e longo tempo de secagem, para um modelo desses é necessário…

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Uma rápida análise das peças revela delicadas peças de resina polyuretano, com excelentes castings, sem rebarbas e com um bom nível de detalhes, peças críticas como a fuselagem tem pernos de centragem, gostei muito da apresentação geral e espero em breve poder botar as mãos nessa raridade e apresentá-la aqui no blog finalizada.

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Para quem quiser dar uma olhada ou encomendar alguma coisa recomendo a e-shop do fabricante Choroski Modelbud.

E a volta ao plasti… Curtiss P-40E na escala 1/72. (Parte 1)

Bem meus amigos…

Um projetinho que está se arrastando, mas acredito que finalizarei em breve (ainda esse mês), é o Curtiss P-40 da Academy Minicraft, é um kit muito bom, mas que tem os seus problemas de ajuste.  Principalmente entre a fuselagem e as asas, destaque para o cockpit e para as linhas de painel muito boas. Os decais da Academy de uma maneira geral são péssimos, nem com saravá e macumba grossa  eles assentam (mesmo usando micro sol e micro set e future). Este modelo é a minha volta ao plastimodelismo depois de alguns anos fazendo papel-modelismo. Hobby que ainda pratico e praticarei, no entanto o plastimodelismo é sempre uma volta  a infância e a adolescência (assim como o papelmodelismo) a diferença entre uma e outra é que no plastimodelismo eu vejo o meu pai fazendo os seus navios.

A montagem detalhada dessa aventura está no fórum do Clube do Canhão

O modelo está montado praticamente OOB (Out of the Box – Direto da Caixa), sem o uso de aftermarkets, com exceção de alguns detalhes, como os canos das metralhadoras feitos de agulhas hipodermicas e pequenos detalhes no cockpit que foram feitos em scratch, usando plastico estireno esticado à chama de vela.

Como falei nem tudo foram flores, olha o degrau velho que a lixa teve que comer.

Este modelo foi todo pintado com tintas “alternativas” de modelismo, ou seja com as famosas tintas acrilicas de baixo custo nacionais como a Daiara, Acrilex e Corfix, para obter as cores corretas para manter o “rigor” histórico, utilizo o software Alquimia das Cores para obter as porcentagens corretas de mistura.

Além de manter as proporções ele também é um organizador de tintas, operando com várias tintas nacionais e de modelismo importada, uma ferramenta simples mas muito útil e que gera uma enorme economia de tinta, seja na manipulação, seja na aquisição.

Um ponto muito fraco desse modelo são os decais, grossos e quebradiços, mesmo com micro-sol e micro-set e Future passei um bocado de trabalho para os colocar a contento, principalmente a bocarra do nariz que teve que ser retocada com tinta em vários pontos e a dificuldade nesse caso é achar o tom correto da tinta para que não dê erro com o decal.

Preparei então as superfícies para aplicar um wash com tinta óleo Acrilex e Decorfix que foram utilizadas para simular as intempéries das Ilhas Aleutas, posteriormente, apliquei uma capa de poeira com giz pastel, selando tudo com um verniz fosco Decorfix aerografado.

Após a sujadinha básica, sem muito exagero, uma nova capa de verniz e fomos para o chipping com alumínio…

O chipping foi feito com a técnica do pincel seco, depois de tudo pronto uma nova capa de verniz.

Na segunda parte o desenvolvimento final dessa montagem…

Bah! O Tufão é Modelista!

Eu pouco assisto novelas, aliás acho que a TV aberta do Brasil é um lixo! São raros os programas que a gente pode dizer: esse vale a pena sentar e ver. A rede hegemônica de TV por aqui, a rede Globo, representa o que de pior há em termos de programação.

Aqui no Brasil, um dos exemplos de “desserviço” a sociedade, são os folhetins, (vulga novela) que seguem a fórmula editorial que inaugurou o gênero nos jornais do século XIX, transportados a TV, o que antes era publicado em trechos nos jornais diários, acabou sendo transplantado para o Rádio (a Radionovela) e posteriormente para a Televisão (a Telenovela). Do rádio a novela herdou seus parâmetros de periodicidade e “gancho” entre os capítulos. No entanto a novela exibida na TV de hoje, como obra literária é uma merda: com tramas mediocres, argumentos fracos, e criando estereótipos negativos, ela está longe de ser um tipo de obra que a literatura brasileira no futuro se orgulhe. O pior que as personagens, principalmente aquelas  que representam o mal, ou então as caricatas, é que acabam sendo admirados e imitados por uma população cada vez mais inculta, que enxerga a TV como única maneira possível de entretenimento e cultura.

Na novela “Avenida Brasil”, exibida pela rede Globo em horário nobre,  um dos protagonistas da trama(interpretado pelo ator Murilio Benicio) é um anti-herói, ex jogador de futebol, corno secular, pai troxa (cria os filhos dos outros achando que são seus), tolo, burro que é enganado por meia novela. Este é o Tufão. A Rede Globo deu uma nova característica a esse  tão xexelento personagem (herói eca!!!), o transformou em platimodelista!!!!

Num dos capitulos vinculados essa semana passada, a megera da novela, a Carminha (interpretada pela atriz Adriana Esteves) dá de presente ao corno, (quer dizer marido) um plastimodelo.

Pô! O modelista no Brasil já é uma figura que a sociedade no mínimo enxerga com uma certa reserva ou total desconhecimento, quando se consegue  evidência a atividade em horário nobre é o corno trouxão quem faz modelismo??? Não bastasse ainda deram para o pobre Tufão um kit da Revell Germany do Fairey Gannet, um avião feio para xuxu! E que na verdade a matriz é da Frog dos anos 60 ou início dos 70, uma goiaba!!! Sacanagem!

Para quem quiser assistir a cena do presente, aqui está o link!

http://globotv.globo.com/rede-globo/avenida-brasil/t/cenas/v/tufao-nao-cede-aos-apelos-de-carminha/2136499/

É por essas que:

Odeio Novela

Odeio TV

Odeio a Rede Globo

Mil vezes ficar na minha bancada, ou lendo um livro, ou ainda escutando uma boa música que assistindo essas porcarias…

A Portabilidade no Papelmodelismo!

Um das coisas mais interessantes do papelmodelismo, além da mágica de transformar uma matéria prima ordinária e simples como o papel em uma réplica convincente, é a grande interação entre projetistas (designers) e modelistas, algo que praticamente não existe no plastimodelismo no nível da criação (pensando-se nos grandes conglomerados da industria do modelismo).

No papelmodelismo isso existe também, através das grandes editoras, porém existem uma grande quantidade de designers independentes, que são modelistas como nós. Assim como no plastimodelismo, se criou através da internet, uma grande rede de entusiastas. Com a diferença é que essa rede também influi na criação de modelos, gerando uma interação única entre os projetistas e os modelistas.

Um exemplo disso, são os beta testers (me incluo) que testam uma cópia do modelo antes dele ser disponibilizado, o outro, e sobre esse que quero falar hoje, é a colaboração de pesquisa e material. Andei mandando cópias de plantas e desenhos  para o amigo Aaron Murphy (Oddball Design) de aviões japoneses raros. O resultado disso é que eles se cristalizaram na forma de dois kits no catálogo desse editor.  As demandas por esses aviões foram minhas , um deles por que o codinome aliado é Laura (o nome da minha mulher) e o outro por que é um tipo que por alguma razão desconhecida, sempre quis ter na minha coleção.

Aichi E11A Type 98 “Laura”, semelhante ao Supermarine Walrus, porém diferente…

Aichi D1A2 “Susie” Bombardeiro de mergulho naval japonês, baseado em cima do Heinkel He-66…

Lembrando que esses modelos estão disponíveis para compra por miseros US$ 3,95 na ecardmodels. Recomendo.

Bem amigos até a próxima!

 

Novidades, Noticias, Justas Atualizações.

Bem amigos e amigas! Estamos de volta!

Primeiramente, um grande pedido de desculpas pelo longo período offline, isso deveu-se ao fato de que o servidor onde estava hospedado o forum, página e os blogs do Clube do Canhão ter sido trocado, encerramos nossas atividades com a UOL (aliás a empresa no final comportou-se de maneira extremamente deselegante, retirando do servidor o nosso conteúdo antes do fim do contrato programado), estamos agora em um servidor próprio. Porém nosso competente webmaster estava (e está) assoberbado de trabalho, por isso as coisas demoraram um pouco para voltar aos eixos, lembrem-se isso é um hobby (modelismo e o nosso espaço virtual), primeiro a vida real depois o irreal (divertimento).

Apesar de estar sumido nessas duas ou três semanas, isso não quer dizer que não estávamos em atividade, pelo contrário, a bancada está fervendo de novidades. Vamos a elas…

Como voces sabem eu voltei a fazer plastimodelismo depois de um longo periodo apenas no papelmodelismo, apesar de por enquanto o modelo estar paralisado, tenho me divertido com o Curtiss P40E na 1/72 da Academy, espero em breve retomar essa montagem…

A montagem detalhada do P-40E está no fórum do Clube do Canhão neste endereço: http://www.clubedocanhao.com.br/forum3/viewtopic.php?f=14&t=3726

Já no campo do papel modelismo, além das duas montagems recentes, postadas aqui ontem, temos várias coisas em andamento, vamos conferir:

Saab Draken

Dornier Do-18

Meus dois últimos modelos montados, a produção esse ano está mais devagar…

A bancada está fervendo, estou com cinco projetos concomitantes vamos a eles:

MD F-4C Phanton II, nas cores da USAF durante o conflito do Vietnan, este modelo foi scaneado por mim a partir de um magazine GPM na resolução de 600 DPI, foi reduzido para 1/100, o objetivo é reproduzir todos os detalhes nessa escala como no modelo original. O modelo está sendo montado para um GB no fórum Plastimodelismo Livre e Democrático com a montagem espelhada no fórum do Clube do Canhão.

O Fokker EIII é outro experimento de conversão da 1/33 para a 1/100, ele é a base de teste de um monte de técnicas novas, a montagem está sendo transformada em um artigo que será publicado em breve no site do Clube do Canhão…

O Curtiss Condor esta sendo montado direto da folha (com exceção da redução da escala para 1/100), este modelo esta sendo feito para o 8º GB de Aviação do Panzermodel Fórum e está tendo a montagem concomintante espelhada no Clube do Canhão. O modelo é uma das pérolas de Aaron Murphy, e acredito que pelo estágio avançado da montagem, será um dos primeiros a ser finalizado desse “grupo dos cinco” (F3B, F4C, Condor, EIII, B2M)

Der Kampfflieger, me imcubiu de realizar a montagem teste do seu mais novo modelo, o Boeing F3B, o original é na 1/48, mas eu reduzi para a 1/100, o F3B é um dos mais desconhecidos aviões navais do EUA, sendo utilizado como caça baseado em porta-aviões durante a década de 20.

Minha montagem beta do meu modelo artesanal do Mistubishi B2M na 1/100 continua, de maneira devagar mas continua, atualmente além do airframe básico concluso, estou desenhando o trem de pouso e os struts de centro…

 Além de tudo isso, ainda estou mechendo no modelo multimédia da nave do Zanac, espero em breve poder sair do estágio de montagem para pintura…

Nave Zanac no seu primer branco básico…

 Bem gente, de montagens acho que era isso, espero atualizar o blog em breve, com novos artigos da Antologia da Av. Naval e no Taller e na série especial sobre aeronaves e SF. Em breve novidades.

 

 

Primeiro Modelo de Plástico, mostrado no Blog – Hawker Fury Mk II – Real Força Aérea da Iugoslávia – 1941

Bem gente, apresento a minha primeira reportagem em torno de um dos meus modelos antigos, ainda pintado à pincel, mas que considero um dos meus melhores trabalhos desse tempo, falo do Hawker Fury da Real Força Aérea da Iugoslávia. O modelo da Matchbox, apesar de antigo (1972) é uma bela réplica, uma hora faço outro Yugo pintado a aerógrafo.

A matéria pode ser visualizada   no menu correspondente na área Série Maquinas Hisória Modelos (Plastimodelismo). Boa leitura!