Grumman F7F-2N Tigercat na escala 1/100

O Grumman Tigercat, chegou tarde demais para atuar na II Guerra Mundial. Mas ainda assim é um dos mais impressionantes aviões navais desenvolvidos durante o conflito, feito sob medida para os novos super porta-aviões da US Navy da Classe Essex, esse grande bimotor deveria ser uma máquina de superioridade aérea e defesa de frota. Os primeiros tornaram-se operacional umas poucas semanas antes do dia VJ. Após a guerra sua vida operacional foi bem curta, pois os caças com motores a pistão foram rapidamente suplantados pelos primeiros caças a jato. No entanto uma variante biplace: o F7F-3N equipado com radar foi muito utilizado como caça noturno na Guerra da Coreia pelo USMC com notável sucesso. No fim dos anos 50, já aposentados, alguns foram vendidos a aviação privada que os transformou em aviões bombeiros. Alguns Tigercats ainda voam como warbirds nos dias de hoje e muitos estão preservados em museus. Modelo beta teste do editor Thaipaperwork. Representa uma das poucas máquinas que entraram em serviço logo após a II Guerra Mundial na Marinha Americana. Este modelo está a venda na Ecardmodels.

Algumas Novidades na Bancada (algumas nem tão novas assim…)

Sempre me perguntam o que eu ando montando, então vamos dar uma revisada em cima do que está na bancada em montagem, ou aguardando a vez para uma retomada… 😉 Bem eis o que temos no cardápio :)

Kyushu J7W-1 “Shinden” – Beta teste para a Murphmodels, acredito que em breve devo terminar esse que é um dos mais curiosos aviões projetados durante a II Guerra Mundial.

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Kyushu K11W1 “Shiragiku” – Modelo desenhado pelo meu amigo Ned Reif, bastante interessante, pois retrata um treinador japones da guerra raro de ser ver em escala, e por ter sido desenhado no Metasequoia, Pepakura, e finalizado no Inkscape

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Gloster Gladiator Mk II – Models by Marek (Repaint) – Outro que anda parado, mas espero em breve retomar é o Gloster Gladiator do Marek, eu o repintei no incomun esquema de três cores de camuflagem, usado efemeramente pela RAF em 1940, em um dos esquadrões da RAF que ainda  utilizavam o tipo durante a batalha da Inglaterra.

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Aichi E11A1 “Laura” – Esse é novela, já se arrasta há alguns meses, mas espero terminar em breve, ando desmotivado em terminar a catapulta dele na 1/100 (a redução de um modelo da GPM na escala 1/33)

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Consolidated P2Y Ranger –  Outro que em breve deve ser retomado, pois gosto muito desse avião, e o modelo é um semi scratch da minha autoria, como o B2M.

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Lord British – Fazia horas que não fazia nada na área do Sci-Fi, pois estou fazendo as quatro naves  do jogo de Playstation 1 Gradius Gaiden. A Jade Knight está feita já, e atualmente a Lord British está no meio do caminho. Em breve devo retomar.

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Outros modelos que encontram-se parados esperando a vez para serem finalizados (Mais de 50% do modelo concluso:

Ford Trimotor – Almirante Byrd – Fiddlers Green

Lioré et Olivier LeO-213 – Monseiur M

Tem várias outras coisas cortadas ou em vias de serem assuntos de bancada, mas tem pouca coisa para justificarem uma comunicação, vou deixar elas avançarem um pouco mais e aí sim posto aqui. 😉

Retrospectiva Modelista de 2013

Olá amigos!

Como de praxe no último dia do ano eu publico a retrospectiva modelista. 2013 foi um ano bom para o papel modelismo, espero que vocês se divirtam acompanhando a epopéia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA IMG_1182 IMG_0183_zps7081f925 IMG_0008_zps8df7f8a7O link para visualizar a retrospectiva é esse aqui: Retrospectiva Modelista

 

Um feliz 2014!

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 14 – Boeing Model 256

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 14 –

Boeing Model 256

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83. O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930. A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos. Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco. Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941. Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco. Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!! A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 13 – Martin P4M1Q Mercator

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 13 –

Martin P4M1Q Mercator

O Martin P4M é um dos mais obscuros tipos operados pela US Navy no primeiro estágio da Guerra Fria. Projetado nos estágios finais da II Guerra Mundial, o Model 219 deveria substituir os Consolidated Privatter. O design bimotor além de grande e pesadamente armado, utilizada propulsão híbrida, com turbo hélices e motores radiais. O desenvolvimento do P2V Neptune (mais barato, simples e eficiente), e a rápida evolução dos caças a jato, aliado ao fim da II Guerra Mundial fizeram com que a produção do P4M fosse muito pequena (19 exemplares), todos eles foram baseados em uma base da Marinha Americana no Marrocos Francês, no início dos anos 50 originalmente na função de caça-minas. Posteriormente estes aviões foram transformados para o perfil de guerra-eletronica na função SIGINT sendo transformados em P4M-1Q, com 16 tripulantes e operando no “front” da Guerra Fria: as fronteiras orientais e ao norte do Império Soviético, China e Coréia do Norte, em várias ocasiões de 1955 a 1960, operando em missões secretas os esquadrões VQ-21 e VP-2 travaram combate contra caças MiG-15 e 17 de Soviéticos, Chineses e Norte-Coreanos, “esquentando” a guerra fria. Em apenas uma ocasião um P4M foi derrubado (em cima de Shangai), nas outras as aeronaves sairam severamente avariadas, caindo por falta de combustível ou danos severos. Uma característica interessante desse avião é que a sua função turbo-hélice podia ser usada como um booster de fuga, porém isso queimava o combustível inteiro do avião.

Douglas TBD-1 Devastator – Fiddlers Green

Bem amigos!

Novamente um teste para o amigo Aaron Murphy, desta vez é o famoso e clássico torpedeiro da marinha americana o Douglas TBD-1 Devastator. Para variar zombetando com o non-sense modelistico, escolhi para montar a versão do pré guerra das mais coloridas. do esquadrão VT-2 em 1939.

O TBD-1 ao tempo da sua introdução foi um dos mais modernos bombardeiros  navais do mundo. Podia ser usado como torpedeiro, ou bombardeiro de nível. O tubo no cockpit, é o diretor de torpedos / mira telescópica para metralhadora. No TBD a liberação do torpedo ficava por conta do piloto, no segundo posto atrás ficava o bombardeador, quando o Devastator era configurado para jogar bombas o segundo posto tinha uma mira Nordem embutida num alcapão que era aberto bem no meio da fuselagem na parte de baixo para a liberação. Na Batalha de Midway o TBD só foi usado como Torpedeiro então nesse caso a tripulação era apenas piloto / artilheiro…

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Esse modelo em breve deve estar disponível para aquisição na Fiddlers Green, se  o amigo ou amiga que lêem isso tem uma assinatura (magic key) fique antenado.

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 6 – (Atrasado 1 dia) Boeing F3B-1

Desculpem amigos, esse deveria ser o modelo postado no domingo, mas como foi um ótimo fim de semana de sol, acabei ficando longe do PC então hoje vamos ter postagem acavaladas.

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 6-

Boeing F3B-1

O Boeing F3B e um caça embarcado dos anos 20. É o antecessor na Marinha Americana do famoso F4B/P-12, foi o primeiro caça norte americano de produção com estrutura inteiramente em alumínio, foi usado por pouco tempo na função de caça, sendo utilizado a partir de 1932 na função de bombardeiro de mergulho e posteriormente treinamento avançado. Os ultimos foram retirados do serviço ativo da Marinha Americana em 1937.

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 3 – North American AJ-1 Savage

Os modelos da Minha Coleção – Dia 3 –

North American AJ-1 Savage

O Savage, foi a primeira aeronave embarcada da marinha americana dedicada ao perfil de ataque nuclear. Desenhado em 1948, ele deveria cobrir uma falha do P2V Neptune (contemporâneo), que era ter a capacidade de decolar e pousar em um porta-aviões, pois o P2V decolava com assistência RATO (Rocket Assistence Take Off) mas ficava impossibilitado pelo seu tamanho de pousar nos porta-aviões, tendo que amerrisar na água próximo a frota ou pousar em bases amigas. O Savage buscava exatamente cobrir essas lacunas, com o surgimento dos primeiros super-porta-aviões o Savage foi peça fundamental do poderio tático aéreo da Marinha até 1955, quando outras aeronaves surgiram o substituindo (Douglas A3 e Rockwell A-5). O seu grande e corpulento design bimotor, justificava-se por que ao tempo de seu projeto, os dispositivos nucleares eram grandes e pesados demais para serem transportados por um caça. Porém para fazer um avião volumoso como esse a N.A. optou pelo desing de propulsão hibrida utilizando motores a pistão P&W R2800 e na parte de trás da fuselagem um turbojato J-33 (o mesmo motor do P-80/T-33). Com o rápido desenvolvimento de outras aeronaves de ataque para a U.S. Navy, e a redução das armas nucleares, o Savage foi utilizado como aeronave de reconhecimento dedicado (AJ-2P) e aeronave tanque (com sistema de reabastecimento britânico de mangueira e funil). Os Savage ficaram em serviço de 1949 até 1962, sendo alguns repassados para o mercado civil norte-americano, onde foram usados como aviões bombeiros…

 

Novidades dos anos 30: Boeing F3B e Curtiss Wright CT-32 Condor

Amigos e amigas.

Como voces viram nos post anteriores dei uma atualizada com as minhas últimas adiçoes a coleção 1/100: duas aeronaves norte americanas da década de 1930, neste post vamos falar um pouquinho sobre elas, começando pelo Curtiss Condor.

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O Curtiss Condor surgiu no início dos anos 30 como uma aeronave comercial de construção mista, sendo um híbrido com tecnologia moderna (hélices de passo variável, trem de pouso elétrico retrátil) porém revestido de tela e com o layout biplano.

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O Condor foi operado pela American Airliners, sendo um dos primeiros aviões comerciais com acomodação para dormitório. A China, Suiça, Colombia, Inglaterra, usaram esse avião para este fim.

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Com o surgimento do DC-2/DC-3 e do Boeing 247 o Condor ficou em desvantagem no mercado, assim a Curttis reprojetou a aeronave surgindo o CT-32, a primeira aeronave em todo o mundo desenhada para operar exclusivamente com cargas.

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Existiram versões militares do CT-32, conhecidas com AT-32 e BT-32, operadas em pequenas quantidades pela Argentina, Colombia, USA, China e Peru.

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O assunto do nosso modelo é o Curtiss Condor operado pelo Almirante Byrd na sua expedição a Antártica em 1938, esse Condor foi especialmente modificado para a expedição, tendo mais um depósito extra de combustível e a possibilidade de operar com trem de pouso de rodas ou flutuadores alternadamente.

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O modelo foi desenhado por Aaron Murphy e pode ser adquirido aqui: http://ecardmodels.com/32condor-byrd-an … -2403.html

Lembrando que as galerias deste modelo estão aqui:

Galeria Modelo Finalizado: http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=2133

Galeria Modelo Build In: http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=2150

Já o nosso segundo modelo, montado previamente foi o Boeing F3B, um caça naval norte-americano, relativamente desconhecido, antecessor da famosa familia F4B/P-12. O F3B-1 teve uma vida operacional curta, servindo do final da década de 20 até a metade da década de 30 nos porta-aviões norte americanos. Sua estrutura resistente, e uso de alumínio corrugado nas asas e na cauda, tornaram o tipo adequado para o uso como caça bombardeiro, função na qual foi utilizado no final de sua vida operacional. O F3B foi substituido no meio dos anos 30 pelo Boeing F4B.

É um simpático avião e para mim foi uma grande adição a minha coleção US Navy.

As galerias com o modelo finalizado podem ser apreciadas aqui:

Em português:

http://www.clubedocanhao.com.br/forum3/viewtopic.php?f=49&t=3823

Tópico de Montagem:

Em inglês:

http://www.papermodelers.com/forum/aviation/20808-boeing-f3b-1-100-scale-der-kampfflieger.html

Além dessas duas montagens, temos a novidade das galerias build in. Como não tenho tido tempo (e nem saco) de criar novos artigos (embora esteja com a cachola fervilhando de novas idéias para escrever), resolvi postar as fotos dos PaP (Passo à Passo) das montagens que posto em diversos foruns tanto aqui no Brasil como no exterior. Por enquanto apenas o CT-32 e o F3B tem essas galerias, mas a tendência é elas se tornarem frequentes, tanto que criei uma nova categoria de postagem, para o pessoal as localizar especificamente.

Até a próxima postagem…

 

Galeria Build In: Boeing F3B 1/100

Inaugurando a nova modalidade de post, vamos a galeria de montagem do Boeing F3B, lembrando que a montagem na íntegra, com comentários pode ser acompanhada no fórum papermodelers.com.