Retrospectiva Modelista 2014

Bem amigos e amigas, mais um ano que se vai e mais uma vez é tempo de nossa Retrospectiva modelista, que esse ano teve recorde de montagens!

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Um feliz 2015!

Petlyakov Pe 8 e GAZ M1 – Murph’s Models e Robotechnik na 1/100

PetlyakovPe-8

Depois de mais de um mês trabalhando na bancada eis que surge mais um modelo e esse é especial: Trata-se do bombardeiro estratégico soviético Petlyakov Pe 8. Desenvolvido na metade da década de 30 inicialmente pelo OKB Tupolev através de um de seus designers chefes Vladimir Petlyakov, inicialmente chamado de ANT-42, foi a resposta de um requerimento da VVS em 1935 para um bombardeiro estratégico que pudesse suplementar o Tupolev TB-3. O Pe-8 era uma extrapolação natural de design do Tupolev SB-2 porém bem maior e com avançadas características para a época, sendo que nenhum avião ocidental de bombardeiro estratégico estava em sua categoria (exceto o Boeing Model 299, o protótipo do B-17), tinha sistema elétrico complexo e avançada radio-navegação para a época, além de possuir um motor extra interno (no caso um Klimov M100) que superalimentava os quatro motores V-12 Mikulin AM-34. quando o protótipo voou o Pe-8 era mais rápido que muitos caças daquele tempo.

Petlyakov_Pe-8

Foram produzidas menos de 100 unidades do Pe 8 por várias razões, uma foi a invasão da URSS na II Guerra Mundial, que obrigou os soviéticos a desenvolverem uma aviação tática para empurrar o inimigo para fora do território, a outra era a complexidade da produção do Pe-8. Ainda assim foram usados para o bombardeiro de Berlim ainda em 1941, e nas fases finais da guerra com um desenvolvimento de uma bomba dedicada somente para ele, a FAB 4000 foi usado para ataques de interdição, pulverizando com essa arma de 4T de alto explosivo, concentrações de tropas, veículos, entroncamentos ferroviários, oleodutos, pontes, bunkers. A façanha mais interessante do Pe-8 ocorreu em 1942 com a viagem do Ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov para os EUA e a Inglaterra, para negociar a conferência de Casablanca. O voo foi feito com um Pe-8 de produção sem adaptação nenhuma através de espaço aéreo alemão ocupado pelo ártico sem escalas de Moscou a Washington, após reunir-se com Roosevelt, a segunda perna da viagem de Molotov foi a Inglaterra e depois novamente a Moscou. Um voo incrível a época.

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Tanto o pessoal do USAAC quanto da RAF ficou impressionado com o Pe 8 pois o desconheciam! Após a guerra os Pe 8 sobreviventes já equipados com motores radiais ASh-85 foram usados na exploração do Ártico e da Sibéria e como bancada de testes voadoras para os derivados soviéticos da bomba voadora alemã V1. O meu modelo o “Branco 2″ representa justamente o avião da viagem de Molotov operado pelo 746th Regimento de Avião de Longo Alcance Independente (em russo: Otdel’nyy Avia Polk Dahl’nevo Deystviya—OAPDD).

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Notaram que tem um carrinho junto pois bem esse Staff Car que conduziu Molotov e sua delegação até o avião no aeroporto de Moscou é um GAZ M1, derivado do famoso Ford V8 1933 (essa é outra história se voce está com paciência de ler, vamos lá o Ford V8 era o carro favorito dos gangsters foi num desses que os famosos bandidos amantes Bonnie e Clyde foram metralhados pela policia) O GAZ M! foi feito para o mercado civil soviético sendo o primeiro carro produzido na URSS com algum conforto, ignição elétrica e bancos reclináveis, além de ter suspensão em X. O sufixo “M” vem de Molotov, uma homenagem que o estado fez ao ministro por fechar em 1939 o pacto de não agressão entre a Alemanha e URSS, produzido de 1938 à 1946 foi durante um período o único carro soviético, utilizado por autoridades e altos oficiais em suas versões mais luxuosas e como staff car (quem viu o filme Círculo de Fogo vai se lembrar do oficial politico se ralando quando o seu GAZ M1 é atingido pelo exército alemão em Stalingrado. Viram quanta história modelos podem contar? Modelos da Murph’s Models (Pe 8) e Robotechnik (GAZ M1).

Fotos dos Modelos Finalizados:

Lockheed U-2C Dragon Lady – Murph’s Models na escala 1/100

Bem amigos, atualizando as nossas montagens. Vamos com mais um assunto.

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Mais um modelo adicionado a minha coleção da USAF na escala 1/100, dessa vez é o mítico avião de reconhecimento furtivo, o Lockheed U-2. Esse avião foi desenvolvido inicialmente como uma plataforma especializada de reconhecimento ótico para qualquer tempo. Projetada nos anos 50, para voar acima de 70000 pés (21000M) o U-2, conhecido também como Lady Dragon era imune aos aviões de caça e armas anti-aéreas daquela época, sendo que fez muitos vôos durante a Guerra Fria sobre os países do pacto de Varsóvia e outros satélites da URSS. Desenhado pelo genial Kelly Johnson, com a tecnologia da época, Kelly desenhou um enorme planador motorizado, baseado na fuselagem do F-104, porém para economizar combustível e ter uma assinatura furtiva o piloto literalmente desligava durante a maior tempo o motor, religando na janela de escape. As máquinas fotográficas de reconhecimento do U-2 eram tão especiais que tinham uma resolução capaz de enxergar uma bola de golfe a 18.000M de altitude. Até a década de 60 a CIA operava um programa secreto de espionagem aérea, que foi interrompido em 1962 com a derrubada do U-2 operado por Gary Powers sobre o território soviético. Foi um momento de esquenta da Guerra Fria junto com a crise dos Mísseis que o U-2 teve papel fundamental. Após isso a CIA, NSO e a USAF continuaram (e continuam) usando o U-2 e suas variantes como o TR-1 até os dias de hoje. Modelo da Murph’s Models.

Versão da CIA (exatamente o avião de Gary Powers)

Versão da USAF (parecido com o avião perdido sobre Cuba durante a crise do mísseis em 1962)

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Mikoyan Gurevich MiG-17 – Força Aérea de Angola 1/100 – Der Kampffleiger

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O Mikoyan Gurevich MiG-17 (Codinome da OTAN: Fresco, Designação do DoD: Type 38) começou a ser desenvolvido em 1949 como uma versão avançada do MiG-15, no entanto a experiência real de combate na Guerra da Coreia fez com que o OKB MiG desenvolvesse na verdade um novo avião, incorporando novas características que compensavam os problemas do MiG-15, notadamente a tendência a entrar em parafusos acima de certa velocidade (próxima a MACH 0,92) em mergulho, e flutuações e derivações com o disparo das armas, que se mantiveram as mesmas. Entrando em produção a partir de 1952 o “Fresco” ficou pouco tempo em serviço na URSS, logo suplementado por aviões de projeto Mach 2, mas ficou longos anos em serviço em países do Pacto de Varsóvia, ou amigos da URSS, teve uma gigantesca produção na China, conhecido como Shenyang J 5 e na Polônia como LIM-5/6. Foi usado por longos anos no chamado “Terceiro Mundo”, pois era uma aeronave subsônica de alto desempenho, com simples manutenção e muito resistente. Com longa folha de serviços em combate, sendo o seu debut na longa crise com a China em 1958, tendo sido usado também no Vietnan, nas Guerras Arábes-Israelenses nos anos 60 e até mesmo no Conflito do Afeganistão nos anos 80. Bem pilotado era um adversário formidável, tanto que as nações ocidentais tinham poucos caças da sua categoria (notadamente as versões avançadas do F-86 e F-84 o Super Mystere e o Hawker Hunter), mas de longe com a resistencia e a praticidade da máquina soviética. O MiG-17 representado aqui é um exemplar exótico, pois pertence a Força Aérea Popular de Angola/Defesa Aérea e Antiaérea (FAPA/DAA) nos anos 70. Modelo desenhado por Roman Vasyliev, que tive o prazer de testar. Estás disponível para download no fórum Papermodelers e na Ecardmodels gratuitamente.

Fotos do Modelo Montado: