Retrospectiva Modelista 2014

Bem amigos e amigas, mais um ano que se vai e mais uma vez é tempo de nossa Retrospectiva modelista, que esse ano teve recorde de montagens!

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Ou então vá na aba no Taller que é sem erro.

Um feliz 2015!

Douglas B-18A e B-18C na escala 1/100

Bem amigos.

Mais um bombardeiro, tenho me centrado em tipos incomuns do entre-guerras, aves que dificilmente iremos ver montadas em kits sejam de plástico ou em qualquer outra mídia. O assunto da vez é o Douglas B-18 Bolo.

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Em 1934 o USAAC (United States Army Air Corps) estabeleceu uma concorrência para substituir os seus Martin 139 e 166 (B-10 e B-12) na sua força de bombardeiros estratégicos, para essa concorrência os fabricantes apresentaram os seguintes modelos: O Douglas DB-1, Boeing 299 e o Martin 146. O Boeing 299 que era o protótipo da B-17 se espatifou no solo em um vôo de testes e o Martin 146 era um desenvolvimento do B-12, mas mantendo as características deste. Apesar do 299 ser promissor e com desempenho destacado, a concorrência acabou sendo ganha pelo Douglas DB-1 que era na verdade um derivado do famoso Douglas DC-2 utilizando motores ciclone, mantendo asas, trem de pouso e deriva do mesmo, mas com uma rombuda fuselagem que lhe conferiu o apelido de Bolo.

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O Exército encomendou 350 aparelhos das versões B-18, B-18A (com nariz pontiagudo) que foram utilizadas de 1936 à 1941 como bombardeiros médios. Com a entrada dos EUA na segunda guerra mundial, os Bolo foram adaptados para patrulha marítima e ASW, sendo o primeiro avião norte-americano a afundar um submarino alemão, sendo pioneiro na utilização de equipamentos MAD e radares de busca.

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Além do USAAC a FAB utilizou três B-18 de diferentes versões para adestramento de pilotos e patrulhas ASW no litoral do norte e nordeste sendo que pelo menos um B-18 nas nossas cores afundou o submarino U-512. RCAF teve 20 aparelhos que também eram utilizados para ASW chamados de Digby que afundaram na costa norte da America do Norte pelo menos mais três submersíveis alemães.

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B-18A

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B-18C

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Mais dois bombardeiros para a minha coleção 1/100 e mais dois para a minha coleção da USAAC/USAAF :)

Retrospectiva Modelista de 2013

Olá amigos!

Como de praxe no último dia do ano eu publico a retrospectiva modelista. 2013 foi um ano bom para o papel modelismo, espero que vocês se divirtam acompanhando a epopéia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA IMG_1182 IMG_0183_zps7081f925 IMG_0008_zps8df7f8a7O link para visualizar a retrospectiva é esse aqui: Retrospectiva Modelista

 

Um feliz 2014!

Dossiê: Curtiss A-12 Shrike

Bem amigos.

Fiz uma série de postagens sobre o Curtiss A-12 Shrike aqui no blog para voces acompanharem olha só:

Galeria Build In:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=4463

Galeria do Modelo Finalizado:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=4563

Artigo de Folha de Rosto:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?p=4551

Guia de Montagem:

http://www.clubedocanhao.com.br/blogs/blogdopericles/?page_id=4576

Guia de montagem publicado em fóruns.

Em lingua inglêsa:

http://www.papermodelers.com/forum/aviation/25512-curtiss-12-shrike-1-100-build-log.html

http://www.fiddlersgreen.net/forum/viewtopic.php?f=3&t=4412

E como sempre no nosso querido Clube do Canhão:

http://www.clubedocanhao.com.br/forum3/viewtopic.php?f=49&t=4136

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Curtiss A-12 Shrike

O Model 60 ou A-12 foi um desenvolvimento superlativo do bombardeiro tático Curtiss A-8, entre as maiores difrenças além de um completo redesenho do canopy, está a adoção de um motor radial em favor do pesado e complicado motor em linha Curtiss Conqueror da versão A-8. A predileção por radiais por parte dos militares norte americanos principalmente para aviões de ataque, justificava-se pelo reduzido tamanho (mais dificil de ser atingido por fogo anti-aéreo) e por ter um sistema bem mais simples de refrigeração.

O A-12 teve um pouco mais de sucesso e uma produção  maior que a versão anterior. Porém foi logo suplantado por outras aeronaves mais modernas e numa mudança na mentalidade estratégica do USAAC que preferia para o perfil de ataque aeronaves bimotoras.

Um pequeno lote foi enviando aos Chineses Nacionalistas em 1936, foram utilizados no perfil de ataque, obtendo alguns êxitos contra a aviação naval japonesa como vetores de caça. Porém em sua função original como avião de ataque o Shrike se mostrou lento e vulnerável se revelando um fracasso. A Força Aérea Koumitang acabou os relegando para treinamento.

Nos EUA o A-12 nunca foi utilizado em combate, embora vários deles estivessem estacionados no campo Wheller no Hawai ao tempo do ataque de Pearl Harbor. Os últimos foram retirados de serviço em 1942.

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Este modelo é um beta model desenvolvido pelo incansável Aaron Murphy pela Oddball – Fiddlers Green em breve deve estar disponível para compra na FG.

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 15 – Boeing P-26A Peashooter

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 15 –

Boeing P-26A Peashooter

O P-26 foi um dos primeiros aviões monoplanos do USAAC (A Força Aérea do Exército dos EUA) desenhado e produzido no início dos anos de 1930, representa bem a transição entre os biplanos e os monoplanos cantilever, já que tem trem de pouso fixo e cabos tirantes de fixação. Foi durante algum tempo o caça mais rápido dos EUA e era amado pelos seus pilotos por causa das suas capacidades acrobáticas. Teve uma produção pequena e ficou menos de dez anos em serviço dos EUA, ainda assim foi usado em combate na China e durante a invasão japonesa das Filipinas pelo Corpo Aéreo do Exército Filipino. Ao tempo do ataque a Pearl Harbor, o P-26 já estava obsoleto e relegado a treinamento, a aeronave que aqui está representada é uma das muitas que estavam estacionadas no Campo Wheller pertencentes ao 18th PG, que foram destruídas no solo.

 

Os Meus 100 Modelos 1/100 – Dia 14 – Boeing Model 256

Os Modelos da Minha Coleção – Dia 14 –

Boeing Model 256

Em 1928 a Boeing iniciou os estudos para construir uma aeronave de caça que pudesse substituir os tipos da empresa em operação na Marinha Americana (Os caças Boeing F2B e F3B), estes estudos consolidaram-se na iniciativa privada de construir um pequeno biplano com a fuselagem semi-monocoque, conhecido como model 83. O design foi tão acertado e o avião voava tão bem, que logo a Marinha Americana encomendou 27 exemplares de uma versão aperfeiçoada que foi chamada de F4B1. O desempenho e a manobrabilidade chamaram a atenção do USAAC que também adotou o pequeno avião como o seu caça padrão (chamado de P-12) durante os anos de 1930. A família P-12/F4B ficou em operação de 1930 à 1942 nos EUA, sendo desenvolvidas diferentes versões
ao longo dos anos, sendo as mais numerosas as variantes P-12E (do USAAC) e F4B4 (da Marinha). Foram produzidos mais de 500 unidades que operaram como caça e nos anos finais em serviço, como treinadores avançados e aeronaves de instrução no solo para mecânicos. Apesar dessa grande produção para o tempo de paz e considerando os anos da grande depressão econômica, por conta da crise de 1929. O P-12/F4B foi até a II Guerra Mundial, o avião militar mais produzido nos EUA no período entre-guerras. Apesar disso a exportação da família foi tímida, sendo que o único operador estrangeiro efetivo do aparelho foi o Brasil.

O Model 256 na Aviação Naval

A aquisição desses aviões por parte do governo Getúlio Vargas, representou um salto de qualidade para a Aviação Naval e a Av. Militar, pois foram comprados para o conflito de 1932 contra os Paulistas revoltosos. Durante essa guerra, ficou patente a incapacidade das nossas forças armadas em um combate aéreo, operando com tipos inadequados ou obsoletos (como o vetor de caça Vought O2U Corsário da Av. Naval ou então o Nieuport Delage NiD-72C-1 da aviação militar), considerando a fidelidade da Marinha com o governo durante a revolução de 1932, a gestão Getúlio Vargas comprou direto da fábrica Boeing um lote do Model 256 (Idênticos aos Boeing F4B4 da US Navy, a última versão de produção). A aquisição destes aviões justificava-se por conta da Revolução e do desenrolar dos acontecimentos entre a Bolívia e o Paraguai que culminaram na Guerra do Chaco. Para a sorte dos revoltosos esses aviões não chegaram a tempo de participar do conflito, sendo posteriormente divididos entre a Aviação Naval e a Aviação do Exército, gerando uma rusga entre as duas armas que existe até hoje com a “herdeira” FAB. Assim dos 14 exemplares encomendados nos EUA oito foram para o Exército e os demais para Av. Naval. Estas máquinas foram na Marinha matriculadas de C1B-33 à C1B-38, sendo que a designação na Marinha do tipo era C1B (C=Caça 1=1º modelo B=Boeing), os F4B4 da Marinha ficaram baseados todos na Base Aérea do Galeão de 1932 à 1941. Com exceção de alguns meses em 1932/33 em que ficaram baseados em Ladário patrulhando a fronteira do Brasil com o Paraguai por conta da Guerra do Chaco. Graças as habilidades acrobáticas dos F4B4, a marinha montou uma pequena esquadrilha de demonstração aérea. Equipada com três aeronaves, pilotadas pelos Cap. de Corveta Djalma Fontes Cordovil Petit, Capitão-Tenente Lauro Oriano Menescal e Capitão-Tenente José Kalh Filho. Essa esquadrilha logo chamou a atenção pelas manobras realizadas, sendo que em alguns casos os aviões eram presos por cordas!!! A esquadrilha ganhou notoriedade pública com excursões pela Argentina e pelo Uruguai, sendo que no primeiro país o impacto das apresentações foi tão contundente, que o congresso argentino aprovou o plano de modernização da Força Aérea do Exército Argentino e da Marinha desse país. A “esquadrilha” também escoltou o Lockheed L-12 Electra do Presidente Vargas em suas viagens, bem como o grande dirigível Graff Zeppelin em sua chegada no rio em 1937. As duas aeronaves remanescentes foram passadas para a FAB em 1941.

 

Ford C-4A Trimotor ou 4AT ou Ganso de Lata (Thin Goose) 1/100

Bem amigos, dessa vez a mais nova aquisição para a minha coleção na escala 1/100 é um dos clássicos da aviação de todos os tempos o Ford Trimotor. Também conhecido como o Ganso de Lata, o Trimotor foi uma das aeronaves comerciais, mais bem sucedidas antes do advento do Douglas DC2/3. Também foi a única iniciativa acertada de Henry Ford em entrar no mercado de fabricação de aviões. Apesar de seguros e simples de operar, por conta da depressão de 1929, um pouco mais de 100 exemplares foram construidos, a grande maioria operando nos EUA e em companhias aereas latino-americanas. As versões 4AT e 5AT foram também operadas em pequenos números pelas forças armadas dos Estados Unidos, como o assunto do meu modelo, que representa um Ford C-4A (4AT) operando como ambulância aerea nas cores do USAAC no início dos 1930.

O trimotor foi utilizado também pelo Almirante Byrd na aventura norte-americana de exploração da Antártida. Outro momento de estrela desse avião, foi a clássica cena no filme Indiana Jones 2, quando Indy e sua turma saltam sem paraquedas, usando um bote inflável de um Ford Trimotor sem gasolina. Comercialmente o ganso de lata foi usado até o início dos anos 60 no Alasca. Muitos estão preservados e alguns ainda voam.

O modelo é da Oddball (para variar) e mais um teste para o meu amigo Aaron Murphy. Esse modelo tem dois pequenos erros. O hub das helices está out-scale e faltam os escapamentos. Mas de resto é um belo modelo; Foi montado OOS (Out of sheet – Direto da folha) e tem como customização a adição de diversos cabos de comando e sustentação na cauda.

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Assim que o Aaron disponibilizar esse kit com a correção nos Hubs devo substituir as hélices e adicionar as correções bem como o escapamento em metal, até por que vou montar outras versões do trimotor que ele está planejando, e que em breve devem estar disponíveis na loja Fiddlers Green.

Mais um clássico dos anos de 1930, Curtiss XP-31 Swift na escala 1/100

Os anos de 1930 foram muito surpreendentes e ricos em termos de variedades de aeronaves. Nesta década é que vemos o a transição dos biplanos de madeira e tela para os modernos monoplanos de revestimento metálico. Apresento um novo modelo também testado para a Oddball, que representa bem essa transição, o pequeno caça Curtiss XP-31 Swift, notem que o avião tem montantes de braçeamento, sem tirantes tensores,  cockpit fechado e tem aerodinâmicamente falando um perfil muito bonito.

O USAAC acabou não adotando o Swift, mas notem a semelhança com o Curtiss A-8 Shrike, usava o mesmo motor, o Curtiss Conqueror, esse pequeno avião (um pouco maior que um caça da I Guerra) era um verdadeiro “Hotrod” aéreo. Ahh os anos 1930…

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Acredito que em breve esse modelo estará a venda na Fiddlers Green